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COVID 19: Ações do setor Florestal Baiano no enfrentamento da pandemia

O setor é representado pela Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), suas empresas associadas e parceiros


10/04/2020 19:43
COVID 19: Ações do setor Florestal Baiano no enfrentamento da pandemia Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF

O setor de base florestal vem seguindo as orientações dos órgãos de saúde, obedecendo rigorosamente os protocolos de segurança, com o investimento sistemático na prevenção do avanço da Covid 19 em suas áreas, de modo a cuidar da saúde de seus colaboradores e familiares. Além disso, as empresas vinculadas à Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) anunciam outras ações para contribuir com o enfrentamento do problema

A Bracell está direcionando as doações aos governos dos estados de São Paulo e da Bahia e também diretamente a 21 prefeituras das regiões de atuação. Ao todo, foram doados 18 respiradores, 350.000 máscaras cirúrgicas, 40.000 aventais de proteção, 33.500 luvas cirúrgicas, 680 protetores faciais, 250 óculos de proteção, 164 macacões de proteção e 4.000 itens de limpeza e higiene. A Suzano, na Bahia, vai doar mais de 4 mil fardos de papel higiênico para as secretarias de saúde locais. A empresa também é uma das apoiadoras do acordo firmado entre a Magnamed, maior fabricante de ventiladores pulmonares do Brasil, e o Ministério da Saúde para entregar 6,5 mil unidades até agosto de 2020.

Entre as iniciativas, a Veracel organizou uma ação conjunta com outras empresas para a doação de mais de 86 mil itens de saúde e higiene para as secretarias de saúde dos municípios da Costa do Descobrimento, região onde atua. Os materiais doados incluem itens como máscaras descartáveis, toucas, luvas cirúrgicas, óculos de proteção e aventais. Outra ação é a doação de hipoclorito de sódio na concentração de 2,5% de cloro, substância utilizada para a desinfecção de ambientes e tem as mesmas características da água sanitária de uso doméstico. Dentro do volume adquirido para essa ação, a Veracel já distribuiu 30 mil litros do produto, para as secretarias municipais de saúde das 11 cidades onde a empresa está presente: Eunápolis, Canavieiras, Belmonte, Guaratinga, Itabela, Itagimirim, Itapebi, Mascote, Potiraguá, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. Ações com foco na segurança alimentar das comunidades mais vulneráveis também estão sendo planejadas. Doação de alimentos e itens de higiene básica estão em curso para atender as demandas imediatas de algumas comunidades (aproximadamente, 2.500 famílias serão atendidas).

As empresas do setor florestal também estão participando, dividindo custos, com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) que está doando, ao sistema púbico de saúde, 120 novo respiradores novos; e com a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) na doação de cerca de 100 respiradores para UTIs e 500 mil proteções faciais para profissionais de saúde da rede pública, entre outros. A Fieb também está garantindo a recuperação de respiradores sem custo (cerca de 3.000 identificados que podem voltar à operação).

São medidas e cuidados adicionais aos investimentos e procedimentos de âmbito social, ambiental e econômica que já são tomados pelas empresas, seja internamente ou com as comunidades, prefeituras – além de ONGs e parceiros - onde estão inseridas. Normalmente, as empresas do setor investem cerca de R$ 16 milhões por ano em programas voluntários.

“No atual contexto de combate à propagação do novo coronavírus, todos nós devemos estar conscientes das atitudes individuais e coletivas necessárias para minimizar o impacto dessa crise e seus desdobramentos sociais e econômicos. Queremos ainda deixar claro o comprometimento do setor de árvores cultivadas em contribuir com a saúde pública do Brasil, especialmente neste momento”, declarou Wilson Andrade, diretor executivo da ABAF.

As empresas estão, ainda, mantendo a fabricação de matérias-primas e produtos fundamentais para médicos, hospitais e lares de todo o país: avental e roupa médica, cápsulas de remédio, bulas e caixas de medicamentos, formulários e fichas médicas, instrumentos hospitalares em aço, embalagens de papel para alimentos e produtos para supermercados, farmácias, caixas para delivery, entre uma infinidades de outros itens são essenciais para que todos possam enfrentar e passar por esse momento de pandemia.

Nas empresas

As indústrias vêm ajustando seu sistema produtivo para a demanda dos produtos que produz e vêm adotando rigidamente os protocolos de segurança de saúde. O trabalho remoto foi adotando em todos os casos possíveis. Para quem não está trabalhando remotamente, um dos esquemas adotados é o sistema de revezamento com a intensificação de ações de cuidados com a saúde.

Empresas como a Suzano, a Veracel, a Bracell e a Ferbasa decidiram suspender viagens, eventos, visitas às unidades e reuniões presenciais. Para os colaboradores cuja presença é indispensável nas operações, as companhias adotaram como ações prioritárias, por exemplo, a medição de temperatura corporal dos trabalhadores antes do acesso a fábricas ou viveiros; escalonamento no horário de almoço; a distribuição de refeições individuais e espaçamento maior entre mesas e cadeiras nos refeitórios; a adoção de maior distanciamento de cadeiras em salas de controle operacionais; intensificação da higienização em todas as unidades da empresa, equipamentos e nos veículos; aumento do número de ônibus para maior espaçamentos entre os usuários; e a adoção de quarentena caso haja identificação de colaborador ou prestador de serviço com risco de contaminação.

Outras inciativas, de acordo com as demandas e características de cada operação, estão sendo tomadas pelas empresas. A Bracell, por exemplo, está intensificando o apoio dos psicólogos no programa “EstamosJuntosNessa”. Na mesma linha, a Veracel criou contato direto com a sua área médica para suporte e esclarecimento de dúvidas; e criou o canal Conte Comigo para atendimento por psicólogos para colaboradores, dependentes e seus pais.

Tudo isso e muito investimento em comunicação interna para a orientação de todos os colaboradores, visando à ampliação dos cuidados com higiene, mudanças de hábitos e asseio pessoal. Na Ferbasa são realizadas, diariamente, campanhas informativas para os colaboradores diretos e indiretos, além do desenvolvimento de um plano de intervenção social focado nas comunidades, que norteia as ações na Prevenção de Riscos (Conscientização e Mapeamento), Mitigação do Impacto (Doações e Voluntariado) e Tratamento de Mazelas (Apoio Organizações de Saúde e Poder Público) inerentes ao enfrentamento da pandemia.

A ABAF representa as empresas de base florestal do estado, assim como os seus fornecedores. Essa pluralidade dá à associação a possibilidade de planejar e agir com respaldo nos mais variados âmbitos e em horizontes largos. Por isso, a ABAF fomenta a pesquisa, investe na coleta e tabulação de dados, a exemplo do relatório Bahia Florestal. A indústria de base florestal usa a madeira como matéria-prima, com destaque para a produção de celulose, celulose solúvel, papel, ferro liga, madeira tratada, carvão vegetal e lenha para o processamento de grãos. A madeira utilizada é plantada e é considerada uma matéria-prima renovável, reciclável e amigável ao meio ambiente, à biodiversidade e à vida humana. Atualmente tem como associados: Aepes, Aiba, Aspex, Assosil, Bracell, Caravelas Florestas, ERB, Ferbasa, Floryl, JSL, Komatsu, Ponsse, Proden, Sineflor, Solid, Suzano, Veracel e 2Tree. 

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