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Trabalho em equipe é a marca de sucesso da Polygono Topografia e Projetos

A partir de uma necessidade pessoal e profissional, Antonio Carlos investe em sua própria empresa


27/10/2014 22:29
Trabalho em equipe é a marca de sucesso da Polygono Topografia e Projetos Foto: Sacada

por Isis Moraes

Há mais de 20 anos no mercado, a Polygono Topografia e Projetos está instalada na cidade de São Gonçalo dos Campos, recôncavo baiano, e tem uma história instigante, de perseverança, muito trabalho e profissionalismo. De acordo com o empresário e agrimensor Antonio Carlos Ferraz, a ideia de criar a Polygono veio após duas experiências profissionais frustradas. Ele conta que sempre quis atuar em uma grande empresa, ser bem remunerado e ter o seu trabalho reconhecido, mas não foi o que aconteceu.

Conforme Antonio Carlos, a empresa que o contratou assim que concluiu os estudos não se predispôs a reconhecê-lo financeiramente. Após 20 dias de trabalho, decepcionado com a forma como a firma tratava os profissionais, ele resolveu pedir demissão e assumir uma vaga em outra empresa. No novo trabalho, Antonio Carlos buscou empenhar-se ainda mais. “Eu cumpria expediente no escritório todos os dias, tendo ou não tendo serviço. Calculava, desenhava a nanquim, que era algo que poucos sabiam fazer, e entregava o trabalho pronto ao meu patrão antes do prazo estipulado. Só que não havia nenhum tipo de reconhecimento. Ganhava menos que os colegas que já tinham incorporados os vícios do mercado, que não se empenhavam e que sequer iam ao escritório diariamente. E isso foi me desiludindo”, relata.

Quando completou três meses de contrato, Antonio Carlos resolveu pedir um aumento, que só foi atendido parcialmente. “Um ano depois disso, recebi um novo acréscimo salarial, que veio com o aviso de que não tocasse no assunto pelos próximos dez anos. Isso gerou em mim uma insatisfação muito grande, porque eu não me conformava em ter dedicação e não ser reconhecido. Foi então que resolvi sair, mesmo sem ter nenhuma outra proposta em vista”, frisou.

No tempo em que permaneceu trabalhando nessa empresa, Antonio Carlos comprou um Teodolito. Inicialmente criado para localizar e atingir alvos de guerra com certa precisão, esse equipamento foi posteriormente aprimorado, passando a ser utilizado na agrimensura, não só para a visualização dos pontos de uma área a ser medida, mas também para o cálculo de distâncias e obtenção de ângulos. Com esse maquinário, Antonio Carlos começou a realizar medições de áreas rurais de forma independente, trabalhando nos fins de semana.

“Como sou de São Gonçalo e aqui tem muitas propriedades rurais, comecei a ser requisitado para medir terras que estavam em partilha e desmembramento de herança. Fazia isso nas horas livres, para obter uma renda extra. Fui percebendo, no entanto, que essa remuneração muitas vezes se igualava ao meu salário mensal. E, com o crescente aumento da demanda, resolvi apostar nisso e trabalhar para mim mesmo”, contou.

A ideia inicial, segundo o agrimensor, não era criar uma nova empresa. Essa necessidade surgiu mais tarde, quando já tinha um nome estabelecido no mercado. “A grande quantidade de serviços forçou-me a pensar em contratar alguém para trabalhar comigo. Com o tempo, refletindo sobre o abrangente campo de atuação da engenharia de agrimensura, criei o nome e idealizei a logomarca da Polygono, baseada na Rosa dos ventos. O negócio cresceu e fui obrigado a contratar funcionários, porque cheguei ao ponto de passar várias noites sem dormir, a fim de dar conta do volume de trabalho”, lembrou.

O esforço feito por Antonio Carlos tinha um propósito nobre: honrar o compromisso firmado com os clientes. “Trabalhava de modo a não cometer as mesmas falhas que eu identificava nos meus concorrentes, primando sempre pela pontualidade e pela qualidade. Cumpria horários e entregava o serviço no tempo combinado ou até mesmo antes. Isso deixava a minha clientela satisfeita e gerava novas indicações. A demanda cresceu tanto que tive que terceirizar o serviço”.

Antonio Carlos trabalhou com o sistema de terceirização durante um ano, mas preocupado em designar pessoas que não honrassem o seu nome e o seu compromisso com a pontualidade, o empresário partiu para contratar seu primeiro funcionário. “Queria um colega que já atuasse na área e que fosse sério, mas a maioria dos profissionais disponíveis já estava viciada a não cumprir prazos. Então, decidi apostar em um formando da mesma escola em que estudei, porque seria alguém que, apesar de não ter a prática, não teria os vícios do mercado. E deu certo!”

Alguns anos depois, uma mudança radical elevaria a Polygono a um novo patamar empresarial: a informatização. Mas esse processo aconteceu de uma maneira inusitada. “De 1994 a 2003, eu fazia todo o controle da empresa por meio de anotações em uma agenda. Não tinha experiência administrativa e fazia tudo sozinho. Só sabia ligar e desligar o computador. Fui gerindo o negócio dessa maneira até conhecer a minha esposa, Cleide Barreto, que hoje atua como diretora administrativa e financeira da Polygono”, ressalta.

Segundo Cleide, que à época trabalhava em uma multinacional localizada na capital baiana, a relação com Antonio Carlos mudou seu destino profissional. “Pedi demissão e transferi as faculdades de Direito e Economia, que cursava na Universidade Católica do Salvador, para duas faculdades de Feira de Santana. Alguns meses depois, consegui um emprego em uma distribuidora paulista instalada em Feira, ganhando a mesma coisa que ganhava em Salvador”, diz.

Com uma vasta experiência nas áreas administrativa e financeira, Cleide passou a ajudar Antonio Carlos a organizar a empresa nos fins de semana. “Fiz arquivo, registrei os funcionários, criei um e-mail e comecei a divulgar a Polygono Topografia e Projetos. A captação de novos cliente fez a firma crescer ainda mais. Reformamos o prédio, contratamos mais funcionários e informatizamos todos os setores”, ressalta.

Com a chegada do primeiro filho, Cleide deixou de trabalhar fora e passou a atuar exclusivamente na Polygono. Para Antonio Carlos, isso foi crucial para o sucesso da empresa. “Chegamos a ter 20 equipes de agrimensura em atuação e trabalhávamos com os mais modernos equipamentos, a exemplo da Estação Total, uma espécie de Teodolito a laser, que facilitava o trabalho por dispensar o cálculo da distância e do ângulo, armazenando automaticamente todas as informações no coletor de dados, e o GPS, um dispositivo de navegação por satélite que permite a localização e a medição de áreas em tempo real”, frisa o empresário.

Chegar ao topo, no entanto, não foi fácil. Segundo Cleide, ambos passaram muitas noites sem dormir para dar conta do serviço. “Foi necessário lutar muito para chegar onde estamos. Foram muitas noites em claro e muito trabalho. Agradecemos a Deus pelo sucesso que a Polygono alcançou, porque houve uma época em que chegamos a ter quase 100 funcionários. Hoje, optamos por ter apenas 15”.

A reestruturação e redução do quadro funcional, todavia, não se deu em função de nenhum déficit financeiro. De acordo com Antonio Carlos, a decisão foi tomada em função do excesso de trabalho e da consequente falta de qualidade de vida. “Sentimos a necessidade de enxugar o quadro, porque estávamos vivendo apenas para o trabalho. Tínhamos contrato no Maranhão, no Piauí e atendíamos a 80% da Bahia. Prestávamos serviço para a Coelba, que era nosso carro-chefe, cobrindo 14 das 16 regiões em que a companhia atuava, trabalhando para o programa Luz para Todos, do governo federal. Então, chegou um momento em que deixamos de viver e isso nos levou optar pela redução da equipe”, explica.

Controlando as despesas, enxugando gastos e selecionando a clientela, Antonio Carlos e Cleide conseguiram manter o faturamento da empresa estável. “Sinônimo de respeito aos clientes e de agilidade na entrega dos serviços, a Polygono é uma empresa amplamente reconhecida no mercado. O segredo do nosso sucesso é a credibilidade inabalável e o trabalho em equipe”, reforça o empresário. 

Para Antonio Carlos, o diferencial da Polygono é valorização dos funcionários. “Além dos salários fixos, eles recebem também pela produtividade. E, além das férias, concedemos três folgas coletivas por ano, no Natal, Carnaval e São João. No fim das contas, são mais 30 dias de folga remunerada”, comenta.

Na opinião do agrimensor, um funcionário não está em uma empresa para cumprir horário, e sim para realizar tarefas. “Se um profissional tem oito dias para realizar um trabalho e cumpre em dois, a empresa pode muito bem aproveitá-lo para fazer outra atividade, pagando a mais pelo serviço extra. Isso é um incentivo para que ele produza algo mais, com qualidade e dedicação”, explana.

Trabalhando essa ideia, Antonio Carlos diz que montou uma equipe que tem prazer em produzir trabalhos de qualidade e que, em contrapartida, consegue triplicar o salário com a produtividade extra. “Mas claro que ninguém é obrigado a trabalhar a mais. É uma opção espontânea, quando estão realizando trabalho de campo, que é gratificada com um bom acréscimo salarial, porque pego uma fatia do lucro e divido meio a meio com eles. Então, todos têm a oportunidade de viver bem e isso me deixa satisfeito”, enfatiza.

De acordo com Cleide Barreto, foi exatamente o trabalho conjunto, realizado em parceria com os funcionários, que deu origem ao lema da empresa. “Quando pensamos na trajetória da Polygono, temos a certeza de que estamos no caminho certo, porque o fácil foi feito, o difícil estamos fazendo, o impossível demora, mas fazemos em equipe. A ideia é somar forças, porque minha força sozinha não é nada, mas em conjunto podemos muito. Esse é o nosso referencial e é balizado por ele que buscamos sempre realizar o melhor. Quando isso acontece, o cliente se torna fiel ao nosso trabalho”, conclui.

Matéria publicada na versão impressa da revista Sacada
 

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