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Conheça o curso de Técnico em Edificações

O ensino é voltado para os alunos que concluíram o ensino fundamental e que desejam unir a formação do Ensino Médio à profissional


23/02/2016 17:17
Conheça o curso de Técnico em Edificações Foto: Divulgação

Por Silma Araújo

O curso de Técnico em Edificações ofertado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) campus Feira de Santana forma, em 2016, a sua primeira turma de profissionais. Com duração de quatro anos, o curso é voltado para os alunos que concluíram o ensino fundamental (8ª série/9ºano) e que desejam unir a formação do Ensino Médio ao profissional. O acesso ao curso se dá por meio de processo seletivo realizado anualmente pelo próprio instituto.

Qualificados para desenvolver atividades em empresas públicas e privadas da área de construção civil, escritórios de projetos e nos canteiros de obras, os estudantes de Edificações têm diante de si um vasto ramo de atuação que compreende trabalhar nas construtoras, atuando tanto na parte gerencial do escritório como no canteiro de obras, gerenciando e fiscalizando o andamento da obra. O técnico também acompanha o cronograma financeiro e físico, através de medições, junto ao engenheiro e ao mestre de obras, além de controlar o desempenho das empreiteiras através da análise dos serviços prestados. Com os conhecimentos de desenho arquitetônico e de informática aplicada, o curso também habilita atuar em escritórios de arquitetura como desenhista cadista. Nos escritórios de engenharia, o técnico poderá operar na parte de projetos e nas empresas voltadas para análise de solos, como auxiliar de topografia.

O coordenador do curso, Ítalo Moura explica que, embora a formação seja voltada para a área técnica, houve a preocupação em oferecer disciplinas voltadas para a educação social. “O aluno além de aprender sobre estruturas, concretos, solos, tecnologia dos materiais e tantos outros assuntos, é contemplado com conhecimentos relativos às áreas de ciências, artes e linguagens, disciplinas que abrangem a filosofia, sociologia e psicologia, por exemplo. Além disso, realizamos diversos eventos e atividades extracurriculares que trabalham a consciência social dos alunos”, diz.

O coordenador esclarece que, para atuar no mercado de trabalho, o estudante que conclui o curso de Técnico em Edificações deve vincular-se ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) para exercer legalmente as demandas profissionais, pois a profissão é vinculada diretamente ao órgão.

Sobre as vantagens da formação técnica integrada, Ítalo defende que os atrativos compreendem o diferencial curricular teórico e prático (com visitas técnicas a escritórios de construtoras e em canteiros de obras) e o benefício de o aluno terminar o curso e já possuir uma profissão, o que faz com que a sua aceitação no mercado de trabalho seja extremante positiva, além de envolver uma remuneração diferenciada, se comparada com a de um estagiário que acabou de sair do ensino médio básico.

Ítalo ainda ressalta que “muitos dos alunos que concluem o ensino técnico se estabilizam na profissão ou ingressam em cursos superiores de Engenharia Civil, Arquitetura e Engenharia de Produção. Outros despertam o empreendedorismo e montam sua própria empresa voltada para sua área de formação”, frisa.

Vislumbrando esse universo de possibilidades, jovens como João Jorge (sobrenome?) veem nos cursos técnicos a oportunidade de aumentarem a suas chances de ingressar no mercado de trabalho. Cursando o último ano do curso técnico, o estudante conta como o interesse em engenharia civil o motivou a optar pela formação integrada. “O incentivo para começar a estudar no IFBA foi a crescente demanda por profissionais técnicos, em 2011, e às boas referências de pessoas que já estudavam no Instituto em Simões Filho e em Salvador, que me falaram sobre o ensino de qualidade, bem como a extensão e a pesquisa. E como desde muito cedo desejei cursar engenharia civil, entendi o curso de Edificações como o primeiro degrau”, conta.

Hoje com 18 anos, João Jorge avalia quanto o curso correspondeu às suas expectativas, os desafios vividos e qual a área que mais se identificou. “Nunca tive muita habilidade com desenhos e passar por disciplinas como desenho arquitetônico e desenho técnico foi desafiador. Por outro lado, como gosto da parte de estrutura e materiais de construção, matérias como a de planejamento da obra, inovação dos materiais, flexibilização dos projetos e agilidade da obra consegui aprender facilmente”, afirma.
 

Matéria publicada na versão impressa da revista Sacada.

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