Maior que 8 capitais em população, Feira de Santana se destaca como uma potência regional, impulsionada por sua economia diversificada
Situada em uma posição estratégica na Bahia, Feira de Santana é a segunda maior cidade do estado e uma das mais expressivas do Brasil. Destacando-se como um dos maiores eixos rodoviários do país, a cidade possui um entroncamento estratégico, que conecta as BRs 324, 116 e 101 e as BAs 052, 503 e 504, com acessos às BRs 242 e 110, facilitando o transporte entre o Norte e o Nordeste e as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
Há aproximadamente 100 km da capital, Salvador, ligadas por praticamente uma reta pela BR-324, Feira de Santana também está interligada a diversas cidades do interior, consolidando-se como um ponto central de passagem de pessoas e produtos.
Esse posicionamento privilegiado, aliado a uma população que ultrapassa 657 mil habitantes — maior que a de oito capitais brasileiras, segundo estimativa do IBGE em julho de 2024 — reforça sua importância regional e revela um mercado consumidor robusto e diversificado, essencial para impulsionar sua economia em múltiplos setores, como o comércio, serviços, saúde, educação e indústria.
Em 2024, Feira de Santana celebrou 191 anos de emancipação, quase dois séculos de história e desenvolvimento contínuo. Conhecida como a “Princesa do Sertão”, a cidade consolidou-se como um dos centros econômicos mais influentes e diversificados da Bahia e do Brasil. Seu comércio — um dos setores mais dinâmicos da economia local — é reconhecido como uma força motriz no cenário regional.
Marco Silva, presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana (SICOMFS), destaca essa vocação comercial: “O comércio, sem sombra de dúvidas, é a locomotiva da cidade. Disparado, é o maior gerador de empregos, renda e oportunidades. Eu diria que o comércio de Feira de Santana, você pode até achar exagerado dizer que é o melhor do Brasil, mas por que eu digo que é o melhor? Porque aqui você encontra de tudo e com um preço sempre competitivo”.
Esse viés comercial é essencial para o desenvolvimento de Feira de Santana, como ressalta Genildo Melo, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (ACEFS). “O comércio sempre foi o principal propulsor do desenvolvimento econômico de Feira de Santana. Foi por meio dele que a cidade conseguiu atrair e desenvolver outros setores, como a indústria e os serviços, ampliando o desenvolvimento regional”, afirma. Carlos Brito, Secretário de Planejamento do Município, complementa essa perspectiva, ao enfatizar a importância do espírito empreendedor e a transformação econômica da cidade: “Eu acredito muito que o desenvolvimento está vinculado ao potencial de cada um dos empreendedores locais e daqueles que acreditaram em Feira e vieram para aqui. O tempo levou o município a se transformar num grande polo de comércio e serviço”.
O comércio em Feira de Santana não se limita a ser apenas uma força econômica, mas também um motor de geração de empregos, que supera outros setores importantes, como a indústria. A dinâmica comercial da cidade cria oportunidades de trabalho em larga escala, sustentando um número significativo de famílias e fortalecendo o mercado local, um diferencial que reforça o papel do comércio como a base da economia feirense.
Segundo Jucelino Brito, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e empresário das Farmácias Brito, Feira de Santana possui um dos melhores entroncamentos do Brasil, um dos maiores, o que lhe confere uma posição estratégica única. “Feira nasceu de uma feira, onde os tropeiros paravam para negociar os animais, e eu vejo que, estrategicamente, ela tem uma importância muito grande para o Brasil”, destaca Brito.
Ele ressalta que a cidade concentra grandes empresas, indústrias e, principalmente, um comércio vibrante, que atrai consumidores de diversos estados. “A micro e macrorregião consomem aqui. Entendo que temos uma importância muito grande. Na Bahia, o cenário de Feira de Santana é muito respeitado pelo que ela entrega e pela força que tem”, afirma.
Feira de Santana se destaca como um ponto de convergência logística e de oportunidades para investidores, impulsionada por sua localização estratégica e pela receptividade de seu povo. “Feira tem essa posição, que é imbatível: uma das melhores do Brasil, do Nordeste, com certeza é a melhor posição geográfica”, afirma Marco Silva.
Marcelo Alexandrino, presidente do Convention & Visitors Bureau de Feira de Santana e empresário do Grupo Acalanto Hotéis, complementa ao enfatizar o dinamismo da cidade: “Feira não é nem potencial; eu diria que Feira é realidade.” Ele também ressalta o acolhimento natural da cidade: “Feira de Santana é uma cidade acolhedora pela sua própria natureza. A cidade atrai pela sua natureza comercial, de desenvolvimento”. Marco Silva reforça essa visão, ao destacar a trajetória histórica e econômica da cidade: “É uma cidade de pessoas migrantes, que vieram para Feira de Santana fazer sua história, seja pelo comércio, pelo serviço ou pela indústria”.
Além disso, a diversidade comercial de Feira é um diferencial que fortalece sua economia, como aponta Genildo Melo: “Hoje comercializamos de pequenas bijuterias a aeronaves, passando por calçados, confecções, veículos, máquinas, caminhões, gêneros alimentícios… Enfim, uma infinidade de produtos, os quais todos têm a sua importância dentro do nosso portfólio comercial”.
Essa diversidade não se limita apenas aos produtos oferecidos, mas também à setorização do comércio na cidade, como explica Marco Silva: “E ela tem outras características, como um comércio diversificado, mas com setores. Você tem setor de oficinas, de casa de peças, de eletrônica, de confecções, automotivo, que é fortíssimo. Então, isso facilita muito para o consumidor”.
A cidade também é reconhecida como lar de empresas tradicionais e inovadoras, que simbolizam sua força empreendedora e comercial. Entre elas, destaca-se a centenária Cerqueira, um verdadeiro símbolo do empreendedorismo feirense, e a Mersan, referência no setor de calçados, que expandiu sua atuação para outras cidades, consolidando sua importância no mercado regional.
Feira de Santana também foi o berço da Le Biscuit, fundada em 1968, que se notabilizou pelo pioneirismo regional na categoria de General Merchandising (varejo de variedades). Segundo informações da empresa, a moderna rede conta com 141 lojas, sendo 136 próprias e 5 franquias, totalizando aproximadamente 140 mil m² de área de vendas, distribuídas em 14 estados, nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, abrangendo 74 municípios.
Esse potencial de Feira de Santana vai além do comércio, abrangendo também serviços, saúde, educação e diversos outros setores, que consolidam seu papel como centro econômico para a região. “Feira de Santana é o maior centro fornecedor de bens e serviços para mais de 100 municípios ao seu redor”, afirma Edson Piaggio, presidente do Instituto Pensar Feira, empresário da PDK Construtora e sócio do Shopping Boulevard. “Se Feira de Santana oferece a mesma coisa que Salvador, por que você vai se deslocar até lá? Você fica em Feira”, enfatiza Piaggio.
SMARÇARO MAIS DE TRÊS DÉCADAS DE TRADIÇÃO EM FEIRA DE SANTANA
Natural do Espírito Santo, Jocimar Smarçaro começou sua trajetória no ramo de móveis ainda na adolescência, fabricando móveis artesanais ao lado do pai. “Eu trabalhava na roça, serrava tábua manualmente e aproveitava para fazer móveis como bancos e mesas”, relembra. Aos 16 anos, mudou-se para a cidade com o irmão e iniciou a carreira como marceneiro, ampliando para vendas externas. Sua conexão com Feira de Santana começou por acaso, ao ser convidado para entregar móveis na cidade.
“No início, achei que não voltaria mais, mas a aceitação foi tão grande que, a cada viagem, novos clientes surgiam”, conta. Encantado com o potencial da cidade, Jocimar decidiu se estabelecer em 1989, trazendo consigo a visão de expandir o seu negócio.
Hoje, o Grupo Smarçaro emprega cerca de 100 pessoas na Bahia e conta com três lojas em Feira de Santana, uma na Estrada do Coco e uma recém-inaugurada na Pituba, em Salvador. “Feira de Santana é uma cidade muito acolhedora, com um mercado imobiliário forte e logística privilegiada.
É uma cidade que me surpreende a cada dia”, afirma Jocimar. Seu sucesso é fruto de uma combinação de muito trabalho e adaptação às demandas locais. “Sempre buscamos um produto que atendesse às expectativas do consumidor. Isso, aliado ao crescimento contínuo da cidade, foi essencial para consolidar nosso negócio”, destaca.
A história de Jocimar é prova de que determinação e visão empreendedora podem transformar desafios em oportunidades, fazendo de Feira de Santana o cenário perfeito para um sonho se tornar realidade.
UM POLO DE EDUCAÇÃO EM EXPANSÃO
Feira de Santana se consolida cada vez mais como um polo de educação na Bahia e no Norte-Nordeste do Brasil, com uma ampla rede de ensino que abrange desde a educação infantil até o ensino superior e técnico-profissionalizante. Um dos destaques da cidade é a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que figura entre as 30 melhores do país, conforme pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), em 2024. Segundo Josué Mello, Mestre em Educação e ex-reitor da UEFS, a instituição transformou a realidade local: “Feira de Santana foi transformada com a UEFS e as instituições privadas que vieram, estão capacitando jovens de diversas regiões do interior da Bahia”.
Além da UEFS, a cidade conta com outras instituições públicas de peso, como o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia – IFBA e o campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB. Essas instituições oferecem ensino de qualidade e são complementadas por uma rede privada que não para de crescer. Um dos destaques é o Grupo Nobre, que detém o Centro Universitário Nobre – UNIFAN e a faculdade UNEF, além da escola internacional Maple Bear e o Colégio Nobre.
O setor privado tem desempenhado um papel fundamental na expansão do ensino superior em Feira de Santana. Um exemplo disso é que a cidade, que já contava com dois cursos de medicina — na UEFS e na UNEX (Centro Universitário de Excelência) —, ganhou mais dois cursos, ofertados pela UNEF e pela UNIFAN, ambos operando a pleno vapor em 2025. Essa expansão fortalece a conexão entre educação e saúde, refletindo o compromisso em oferecer formação em áreas estratégicas para atender à crescente demanda da população. Além disso, posiciona Feira de Santana como uma referência em educação e consolida seu papel como um verdadeiro polo educacional no estado da Bahia. A rede particular também é destaque, com colégios como Helyos e Acesso, que vêm se destacando por suas notas no ENEM e aprovações em vestibulares.
Apesar dos avanços no ensino superior, figuras influentes, acreditando no potencial de Feira, apontam a necessidade de um maior investimento no ensino superior federal para atender novas demandas do mercado. “Somos uma cidade com praticamente 700 mil habitantes fixos, é a primeira cidade do interior do Norte e Nordeste brasileiro, maior do que oito capitais. Ela tem potencialidades imensas. Então, o que nós temos de ensino superior não dá conta. Por isso, eu acho que nós carecemos de uma Universidade Federal que desenvolva mais a pesquisa, mais o conhecimento”, pontua Josué Mello.
Essa visão é reforçada por Edson Piaggio que, ao destacar o potencial de Feira de Santana, aponta a criação de uma Universidade Federal com sede na cidade como uma oportunidade para impulsionar ainda mais o seu desenvolvimento: “Feira de Santana tem o potencial para se consolidar como um dos maiores polos e centros de excelência nas áreas de saúde e educação. Queremos integrar a educação à criação da Universidade Federal do Semiárido, com sede aqui em Feira de Santana. Já temos a Universidade Estadual, que presta um serviço extremamente importante”, enfatiza Piaggio, evidenciando a importância dessa iniciativa para fortalecer a cidade e a região.
Feira de Santana não apenas se destaca pelo potencial de seus projetos educacionais futuros, mas também pelo impacto concreto de seus polos de saúde e educação, que têm transformado a cidade nas últimas décadas. “Feira, hoje, é um polo de saúde de referência, e na educação. Você tem faculdades e universidades que estão atraindo jovens de todas as regiões para estudar aqui. Então, esse polo de saúde e educação, também, nos últimos 20 anos, tem ajudado muito o desenvolvimento de Feira”, ressalta Carlos Brito, Secretário de Planejamento do Município.
A conexão entre educação e transformação social é evidenciada por Josué Mello, que reforça a importância estratégica do ensino como motor do desenvolvimento: “A educação é a mola propulsora, é a alavanca, é a locomotiva do desenvolvimento. Nenhum desenvolvimento existe sem a educação. Paulo Freire já dizia, ‘a educação sozinha não faz a transformação, mas nenhuma transformação será possível sem a educação’”.
Essa percepção é compartilhada por Marco Silva, que ressalta o impacto da presença das universidades e faculdades no crescimento econômico e social da cidade. “A quantidade de pessoas que vem de fora, ou que vem morar em Feira de Santana por causa das universidades e faculdades, é uma riqueza que a gente tem que incentivar cada vez mais”.
Com essa sólida base educacional, Feira de Santana se projeta não apenas como um polo educacional, mas também como um centro integrado de desenvolvimento regional. Esse papel ganha ainda mais relevância quando associado ao seu destaque na área da saúde, outro setor estratégico que impulsiona o crescimento da cidade.
CENTRO DE EXCELÊNCIA EM ZOOTECNIA: UM MARCO PARA FEIRA DE SANTANA
Feira de Santana se prepara para se tornar referência nacional em ensino técnico e superior, com a construção do Centro de Excelência em Zootecnia, no Parque de Exposições João Martins da Silva Ferreira.
Idealizado pelo Sistema CNA/SENAR, presidido por João Martins, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), liderada pelo presidente Humberto Miranda, o centro visa promover o desenvolvimento econômico e social da região por meio da formação de novos profissionais, com ênfase na criação de equinos.
O local também abrigará um polo da Faculdade CNA, oferecendo ensino superior, e irá oferecer 600 vagas, com previsão de início para o segundo semestre de 2025.
FEIRA DE SANTANA, UM POLO DE SAÚDE
No campo da saúde, Feira de Santana se consolida como referência para a população local e de cidades vizinhas, com uma rede de hospitais e clínicas que atendem com qualidade e eficiência. “No raio de 75 quilômetros, temos quase 2 milhões de pessoas, muitas delas têm Feira como referência”, destaca Carlos Brito, Secretário de Planejamento do Município.
A rede pública de saúde conta com importantes equipamentos, que reforçam a assistência médica na cidade. Entre eles estão o Hospital Dom Pedro de Alcântara, gerido pela Santa Casa de Misericórdia e referência histórica na região, o Hospital da Mulher, além do Hospital Geral Clériston Andrade e o Hospital Estadual da Criança, ambos vinculados à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB).
Na rede privada, o potencial de Feira de Santana atraiu grandes investimentos, que consolidam sua posição como polo regional. A Rede D’Or, um dos maiores grupos hospitalares do Brasil, adquiriu o Hospital Santa Emília por R$ 201,2 milhões, ampliando sua atuação no estado, onde já detém os hospitais Aliança, São Rafael e Cardiopulmonar, em Salvador. Outro destaque é o Grupo Mater Dei, que comprou o Hospital Emec por R$ 205,9 milhões, fortalecendo a infraestrutura de saúde de alta qualidade na região.
Entre os grupos que impulsionam o desenvolvimento da saúde em Feira de Santana, destaca-se o trabalho do professor Jodilton Souza à frente do Grupo Nobre. Reconhecido por sua visão empreendedora, o grupo tem investido significativamente no setor, com clínicas, hospitais e o plano de saúde União Médica. Com o lançamento da Rede Vida Nobre, o grupo se posiciona como uma das mais importantes redes de saúde do interior baiano, oferecendo atendimento por meio de hospitais, laboratórios e clínicas especializadas. Além disso, a União Médica, sediada em Feira de Santana, é atualmente a maior operadora baiana de planos de saúde, atuando em mais de 50 cidades e consolidando o compromisso do Grupo Nobre com a excelência e o desenvolvimento da saúde.
Além desses grupos, outras empresas locais têm desempenhado um papel fundamental na oferta de serviços médicos especializados. Segundo Inês Cerqueira, arquiteta com especialização em arquitetura hospitalar pela UFBA e atuante em projetos voltados à área da saúde, a tendência de transformar clínicas em hospitais-dia tem se consolidado como uma forte tendência no mercado: “Eu tenho tido sorte de trabalhar com grandes profissionais da área de saúde, com grandes empresas. Todos eles têm se transformado em hospitais-dia, que, aliás, é uma tendência de mercado. Reduzir essa parte de internação longa. A cada dia mais você tem procedimentos menos invasivos, que definem menos tempo no hospital, só que isso envolve muita tecnologia”.

Essa evolução é evidente em instituições como o Hospital Otorrinos, referência nacional em otorrinolaringologia, que iniciou como uma clínica especializada e expandiu suas instalações. “Eu tenho trabalhado há muitos anos com a clínica Otorrinos, que virou o Hospital Otorrinos. Tiveram expansão de salas cirúrgicas, expansão de leitos para o hospital-dia, e tem a parte ambulatorial, que oferece novos serviços”, detalha Inês. Outro exemplo destacado pela arquiteta é a Clinos, que também acompanhou essa transformação: “A Clinos, a clínica de olhos, também se transformou em hospital e também vem expandindo sua área de atuação, inclusive com outras unidades”, explica.
Por fim, a cidade mantém sua tradição de excelência médica. Edson Piaggio reforça esse reconhecimento com um relato pessoal: “Eu lembro que, há 20 anos, tive um problema de saúde, estava fazendo tratamento lá no Sírio-Libanês e precisei da parte de otorrino. Conversando com o médico, ele disse: ‘Quem mora em Feira, ou que vive em Feira, não precisa sair de lá, quando precisar de um otorrino porque o melhor do Brasil está lá.’ Eu nem conhecia, naquele tempo, o doutor Washington. É preciso dar visibilidade para Feira de Santana, dar visibilidade para o Nordeste”. Com investimentos constantes, avanços tecnológicos e uma infraestrutura cada vez mais robusta, Feira de Santana reafirma seu papel como um polo de saúde e desenvolvimento regional, atendendo às necessidades de sua população e atraindo pacientes e profissionais de toda a Bahia.
BLOCO – FARMÁCIAS BRITO: CRESCIMENTO E SOLIDEZ NO MERCADO
Mesmo em um mercado competitivo, com a presença forte de grandes redes, como Drogasil e Pague Menos, as Farmácias Brito, fundadas em Feira de Santana, provam que é possível crescer e se destacar com coragem, criatividade e um atendimento que conquista pela proximidade. O grupo, que conta com 19 lojas e 360 colaboradores, é um exemplo de como o empreendedorismo local pode vencer desafios e se tornar referência.
Juscelino Brito, fundador das Farmácias Brito e também presidente da CDL, iniciou sua trajetória há 31 anos, quando deixou a cidade de Amargosa para investir em Feira de Santana. “O desafio é um cara que chega recém-casado, 21 anos de idade e sem dinheiro. Mas com muita força de vontade, muita determinação. Então, sem dinheiro, eu precisava ter criatividade”, relembra o empresário, que viu na cidade uma oportunidade de crescimento.
Para um empreendedor que veio de fora, Juscelino é um exemplo de como Feira de Santana acolhe aqueles que acreditam em seu potencial: “Então, quando a gente abriu uma loja bem pequena no Feira V, modesta, investimos muito no atendimento, em ter um trabalho muito personalizado”, destaca. Hoje, as Farmácias Brito seguem como referência em empreendedorismo local, enfrentando a competitividade do setor com inovação, planejamento estratégico e foco no cliente, consolidando sua relevância no cenário econômico de Feira de Santana.
ARTRUS: UM NOVO EMPREENDIMENTO NA SAÚDE COM PRINCÍPIOS DA BIOFILIA
Feira de Santana irá receber um novo empreendimento na área da saúde, projetado pelo escritório Garcez Arquitetura, liderado pelos arquitetos Adriano e Josete Garcez. O projeto da Artrus combina conforto, funcionalidade e princípios de biofilia, priorizando o bem-estar dos pacientes.
“Acreditamos que a arquitetura da saúde deve promover a cura desde o momento em que o paciente chega ao espaço. Integrar a natureza aos ambientes é a forma mais eficaz de alcançar esse objetivo”, afirma Adriano Garcez, que possui especialização em arquitetura hospitalar no Hospital Albert Einstein. Com uma abordagem humanizada, orgânica e em sintonia com os princípios da biofilia, o projeto promete ir além do cumprimento das normativas.
O PAPEL DA INDÚSTRIA NO PROGRESSO DE FEIRA DE SANTANA
Embora o comércio e os serviços sejam grandes pilares da economia da cidade, Feira de Santana também se destaca pela amplitude de seu setor industrial, que impulsiona significativamente o desenvolvimento econômico local. O município abriga indústrias de grande porte e relevância nacional, como as multinacionais Pirelli, Nestlé, Belgo, a empresa israelense Tama e a Placo, esta última pertencente ao grupo francês Saint-Gobain, formando um cenário industrial diversificado e dinâmico.

Outro destaque é a Brasfrut, genuinamente feirense, que se consolida como um importante player do mercado alimentício, com exportações para diversos países. Essa composição reflete não apenas a força das multinacionais, mas também o papel essencial de pequenas e médias empresas, que integram esse cenário e reforçam o equilíbrio econômico local.
Segundo Geraldo Pires, presidente do CIFS – Centro das Indústrias de Feira de Santana e empresário da Biscoitos Itália, uma fábrica local com 46 anos de mercado, que emprega quase 100 pessoas na cidade, a diversidade industrial do município é marcada pela predominância de indústrias de pequeno e médio porte, que coexistem no cenário econômico ao lado de grandes empresas, refletindo a dinâmica e a abrangência do setor. “Em algumas pesquisas, fala-se que Feira tem cerca de 1.500 indústrias”, aponta Geraldo. Ele complementa destacando o perfil predominante do setor: “O grande número de indústrias aqui é de pequeno e médio porte”.
Essa dinâmica também se traduz em uma proximidade com o ambiente urbano: “Temos fábricas pequenas próximas ao centro e fábricas de vestuário que operam nessas regiões, gerando ainda muitos empregos”, exemplifica Geraldo, reforçando como as pequenas indústrias familiares desempenham um papel relevante na economia local e na geração de empregos.

Feira de Santana também se destaca pela amplitude de seu setor industrial, que impulsiona significativamente o desenvolvimento econômico local. “Hoje, a Pirelli fabrica pneus de alta tecnologia para marcas como Land Rover, BMW e Mercedes, sendo a maior indústria em números de exportação em Feira de Santana”, ressalta Geraldo. Ele também aponta outras indústrias de relevância: “Temos também a Belgo, com duas unidades, que fabrica, por exemplo, arame farpado, pregos e molas para colchões. Temos também a Vipal Borrachas, que é uma grande fábrica com suas operações em expansão”.
Além disso, a cidade conta com empresas como G-light e até mesmo com a Paradise, que fabrica aeronaves de pequeno porte, reafirmando a amplitude de setores industriais presentes. Essa amplitude de setores inclui vestuário, papel e celulose, metal-mecânico, alimentos, pneumáticos e plásticos, dentre outros. “Temos um polo de alimentos que inclui grandes marcas como Nestlé, Pepsico e Brasfrut; metal-mecânico; temos fábricas de estruturas e pré-moldados; pneumáticos, como A Pirelli e outras no setor de borracha; além de polos de vestuário; plásticos; e papel e celulose, com indústrias como a Bracell, que anteriormente era conhecida como OL Papéis e que está em expansão”, explica Pires.

A localização estratégica de Feira de Santana, com um dos maiores entroncamentos rodoviários do Brasil, é um dos fatores que tornam a cidade atraente para indústrias de diversos segmentos. “Feira oferece uma localização espetacular, permitindo que grandes empresas se instalem aqui. Além disso, contamos com um sistema como o SENAI, SESI, IEL e SEBRAE, que ajudam a capacitar a mão de obra local para atender à demanda industrial”, explica Geraldo Pires. A cidade também se destaca pelo ambiente favorável para novas instalações, exemplificado por empresas que realizam estudos detalhados antes de se estabelecerem, avaliando fatores como infraestrutura, formação de mão de obra e condições climáticas.
O setor industrial não apenas gera empregos locais, mas também atrai profissionais especializados de outras regiões, fortalecendo a economia e diversificando os serviços: “A indústria não só emprega mão de obra local, mas também atrai mão de obra especializada de fora, o que contribui para o desenvolvimento social e econômico da região”, afirma Pires.
Esse movimento impulsiona o mercado imobiliário, as escolas e o consumo local, além de gerar impostos que impactam positivamente o PIB da cidade. Ele ainda destaca o compromisso de longo prazo entre empregadores e funcionários: “A indústria oferece salários diferenciados, e muitos funcionários mantêm-se na mesma empresa por décadas”, reforçando a solidez do setor na economia de Feira de Santana.

Feira de Santana reafirma sua importância no cenário industrial baiano, combinando localização estratégica e diversidade de setores. Carlos Brito, Secretário de Planejamento do Município, destaca essa relevância, ao ressaltar o papel das grandes empresas instaladas na cidade: “Feira está aqui, esperando de braços abertos, para que possa desenvolver e engrossar as grandes empresas que aqui nós temos, por exemplo, de Pirelli, Nestlé, Vipal, muitas empresas que aqui tem e que representam muito na economia do país”.
Além disso, o impacto econômico gerado pelas indústrias de Feira de Santana ultrapassa fronteiras, como reforça Carlos Brito: “Você tem a Vipal que exporta, a Pirelli exporta, você tem a Brasfrut que exporta”. Essas empresas, juntamente com muitas outras, consolidam a cidade como um ponto estratégico de conexão entre o mercado interno e o externo, fortalecendo sua competitividade e atraindo novos investimentos. Esse dinamismo reafirma o papel de Feira de Santana como um dos pilares industriais mais relevantes do Nordeste, combinando tradição e um futuro promissor no cenário nacional.
PLACO – SAINT-GOBAIN: 10 ANOS EM FEIRA DE SANTANA
Em 2024, a fábrica da Placo em Feira de Santana, pertencente ao grupo francês Saint-Gobain, celebrou 10 anos de operação. Inaugurada em novembro de 2014 com um investimento de R$ 125 milhões, a unidade possui capacidade para produzir mais de 22 milhões de m² de drywall anualmente.
A escolha estratégica por Feira de Santana foi impulsionada pela proximidade com mercados em expansão no Nordeste, Centro-Oeste e Norte do país, além da logística eficiente para a obtenção da matéria-prima e distribuição. Segundo a empresa, o objetivo de ampliar sua produção e de atender à crescente demanda do mercado do Nordeste e regiões vizinhas levou à instalação da unidade, que atendeu a uma série de requisitos da região.
A Placo também destaca que, além de considerar a logística de distribuição, a companhia avaliou a infraestrutura existente, as oportunidades de mercado e o apoio do Governo da Bahia. A fábrica da Placo reforça o papel de Feira de Santana como um polo industrial de relevância nacional.
FEIRA DE SANTANA: O CORAÇÃO LOGÍSTICO E UM POTENCIAL ECONÔMICO DO NORDESTE
Feira de Santana é uma cidade em constante evolução, destacando-se pela força e diversidade de seu comércio, pela oferta de serviços de qualidade na educação e na saúde, pelo potencial industrial e pelo setor logístico, em pleno crescimento. Com esses pilares, consolida-se como um verdadeiro hub econômico no Nordeste brasileiro.
Marco Silva, presidente do Sindicato do Comércio, ressalta a força dos setores econômicos de Feira de Santana: “Temos comércio e serviços fortes, temos indústria forte, temos setor de educação fantástico em Feira de Santana, e saúde também. Mas, se eu dissesse a você o que penso de Feira de Santana no futuro, eu diria que seria a cidade da logística. Quando falo logística, não é só logística de transportes, é logística mesmo de geração de oportunidades para fornecimento de produtos e serviços em todos os setores”.
Complementando essa visão de desenvolvimento estratégico, o Secretário de Planejamento, Carlos Brito, destaca a necessidade de fortalecer a integração regional: “A implantação da região metropolitana de Feira precisa ser, além de ampliada, implantada”. Para Brito, essa medida fortalece ainda mais a posição de Feira como um centro de crescimento econômico, beneficiando toda a região ao seu redor.
Para ‘coroar a Princesa do Sertão’, Marcelo Alexandrino sintetiza a relevância e o potencial de Feira de Santana, com palavras que traduzem sua singularidade: “Como diz aquela música de Carlos Pitta: ‘Todos os destinos levam a Feira de Santana’. O único ponto onde a BR-101 e a BR-116 se tocam no Brasil inteiro. Então, aqui é a cidade, sim, para o desenvolvimento econômico e social que a gente tanto precisa”.
Com uma população acolhedora, localização estratégica e uma economia dinâmica, Feira de Santana não apenas consolida sua importância no presente, mas também projeta um futuro de crescimento e prosperidade.
TURISMO DE EVENTOS E NEGÓCIOS: OPORTUNIDADE PARA FEIRA DE SANTANA
Feira de Santana, com sua relevância econômica e localização estratégica, tem grande potencial para se consolidar como um centro de turismo de negócios e eventos. Segundo Marcelo Alexandrino, líder do grupo Acalanto — responsável pelos hotéis Atmosfera, Único, Classe Apart e Acalanto — e presidente do Convention & Visitors Bureau, o turismo de negócios é o principal motor do setor hoteleiro local: “Basicamente, nosso público principal consiste em representantes comerciais, propagandistas médicos e consultores, que visitam a cidade para interações nas indústrias locais”.
O Convention Bureau tem o papel de apoiar iniciativas para atrair grandes eventos. “Com o Centro de Convenções novo funcionando, a gente tem que atrair esses grandes eventos”, enfatiza Alexandrino. Ele destaca ainda o potencial de áreas, como saúde, para eventos maiores, como congressos médicos, movimentando o turismo, a rede hoteleira e a economia local.
“Tenho 40 anos, nasci e cresci em Feira de Santana e sempre soube que Feira era a segunda maior cidade da Bahia e o segundo maior PIB do interior do Norte e Nordeste. Eu só tive noção do que isso representava quando a Feira Tintas começou a expandir para além dos horizontes de Feira de Santana. Quando abrimos lojas em Vitória da Conquista, Aracaju, Coité, Camaçari e Salvador, foi aí que tivemos uma real noção de que Feira de Santana realmente é uma economia forte e pujante. Feira não abastece só Feira, mas também uma macrorregião no interior da Bahia. Muitas vezes, essas pessoas não querem ir para a capital e consomem em Feira de Santana.”

“Cidade extrema força econômica, Feira é forte em tudo que faz. Aqui, lugar onde nasci, me criei e vivo feliz, a gente trabalha bem e vive bem. Feira nos proporciona qualidade de vida e muitas possibilidades de ganhar dinheiro. Afinal, além do comércio e da indústria, o setor imobiliário e de serviços também é muito expressivo. Temos diversas empresas que apresentam uma qualidade indiscutível em produtos e serviços, e não devemos nada aos grandes centros! Precisamos levar Feira cada vez mais longe, tanto o nome da cidade quanto tudo que a gente oferece aqui. Precisamos valorizar a nossa cidade e a nossa gente! Quem chega em Feira acaba ficando. Não é à toa que somos a maior cidade do interior da Bahia. Feira é feita de quem nasce, quem chega e fica, quem tá só de passagem. É feita de misturas, de coragem, de suor e da certeza de que muito mais está por vir. E nós iremos juntos nesse progresso, com ideias, com estratégias, com vontade!”

“Nos últimos anos, é possível perceber uma mudança de postura da população feirense quando se trata de uso de tecnologia em residências e até mesmo em espaços corporativos. Antes, era necessário explicar aos clientes potenciais e aos profissionais de arquitetura e design de interiores os benefícios da automação residencial. Atualmente, é comum clientes já chegarem sabendo o que querem, mostrando que já percebem como a tecnologia pode tornar o seu dia a dia mais prático, além de proporcionar valorização do seu imóvel.”

“Feira de Santana tem uma economia dinâmica e um crescimento constante e muito pujante, colocando-nos sempre como uma cidade promissora no mercado, de modo geral, principalmente quando se trata do setor da construção civil. A cidade, que já se consolidou como um polo de diversas áreas — indústria, varejo, serviços, educação, saúde e logística —, está se fortalecendo bastante agora, como centro logístico, sendo um dos principais entroncamentos logísticos do país. Ela apresenta um grande potencial de negócios para empresas do ramo da construção civil, especialmente para a Casa do Construtor, que acredita muito no potencial da cidade e de toda a região dessa grande metrópole que é Feira de Santana.”

“Feira de Santana é uma cidade pujante, ousada e criativa. Empresas de representatividade nacional, histórias que nos orgulham contar. Acredito nesta cidade, no seu potencial, mas principalmente nas pessoas que se dedicam ao crescimento e expressividade de Feira.”

Feira de Santana impressiona por sua pujança. A princípio, foi muito beneficiada por sua localização, por ser o maior entroncamento rodoviário do Nordeste. Mas hoje, além dessa importante localização geográfica, Feira tem crescido de forma que nos deixa verdadeiramente impressionados. Cidade com mais de 600 mil habitantes, setores como o da construção civil, educação e saúde têm feito de Feira uma cidade respeitada, tanto pelos filhos legítimos quanto pelos que são acolhidos, estes que se fixam para aproveitar este potencial que Feira tem: cidade acolhedora e próspera.