Do orçamento ao cronograma, o planejamento detalhado é o caminho para obras bem-sucedidas, funcionais e alinhadas ao estilo de vida
Planejar uma reforma ou construção vai muito além de escolher revestimentos ou definir cores. Trata-se de um processo estratégico que envolve decisões técnicas, financeiras e estéticas, capazes de impactar diretamente o resultado final e a experiência durante a obra. Para o arquiteto Marcos Serrano Miralles, o sucesso de uma obra está diretamente ligado ao planejamento. “Quando o projeto nasce bem estruturado, com objetivos claros, orçamento definido e acompanhamento profissional, a obra flui melhor e o resultado final reflete exatamente as necessidades do cliente, sem desperdícios ou decisões impulsivas”, destaca.
Confira 6 dicas práticas para planejar reformas e construções:
- Tenha clareza total sobre as necessidades do projeto
O primeiro passo é entender profundamente como o espaço será usado. Quantas pessoas vão utilizar o ambiente? Quais são as rotinas da casa? Há necessidade de integração, mais armazenamento ou adaptação futura? Quanto mais detalhado for esse diagnóstico inicial, mais assertivas serão as soluções propostas.
- Estruture um orçamento completo e preventivo
Além dos custos evidentes, como materiais e mão de obra, é essencial considerar despesas indiretas, taxas, licenças e uma reserva financeira para imprevistos, que pode variar entre 10% e 15% do valor total. Um orçamento bem estruturado evita surpresas desagradáveis e paralisações na obra.
- Conte com um arquiteto desde o início do processo
A presença do arquiteto na fase inicial permite alinhar expectativas, evitar erros técnicos e propor soluções que equilibram estética, funcionalidade e custo. O profissional também ajuda a compatibilizar projetos complementares, reduzindo retrabalhos e desperdícios.
- Elabore um cronograma realista e bem definido
Um planejamento de prazos por etapa da obra é indispensável, especialmente em reformas. Demolição, infraestrutura, acabamentos e marcenaria precisam seguir uma sequência lógica para garantir fluidez no processo e minimizar atrasos.
- Escolha materiais com base em desempenho e durabilidade
A estética é importante, mas não deve ser o único critério. Avaliar resistência, manutenção, vida útil e adequação ao uso do ambiente garante um resultado mais duradouro e funcional, além de reduzir custos futuros com reparos.
- Planeje pensando no longo prazo
Antecipar mudanças no estilo de vida, crescimento da família ou novas formas de uso dos espaços torna o projeto mais flexível e inteligente. Soluções bem pensadas hoje evitam novas reformas em curto espaço de tempo.

