Com produção assinada pela Cristais de Gramado, a peça traduz o gesto de acender velas em forma e luz
Inspirada no ritual dinamarquês do hygge, que observa com delicadeza pequenos momentos que nos permitam “viver férias todos os dias”, a nova luminária idealizada pela designer de interiores e produto Priscila Poli nasceu para desacelerar o olhar. Feita para iluminar com propósito, ela cria um ambiente de silêncio e pausa.
A peça tem sua cúpula produzida pela Cristais de Gramado, tradicional marca gaúcha reconhecida pela produção artesanal de cristal artístico soprado e pelo domínio de técnicas italianas que unem precisão, cor e transparência. Desta união nasceu uma luminária que traduz o gesto do hygge em forma: luz quente, movimento e alma.
Embora idealizada por Priscila Poli, a peça carrega um processo de criação compartilhada: de um lado, o conceito e a direção estética da designer; de outro, o saber técnico do cristal artístico soprado. Nesse encontro, a matéria divide protagonismo com a ideia, e o fazer artesanal se torna parte essencial da narrativa da peça.
Foi ao conhecer o conceito de hygge que Priscila se apaixonou pelo ritual das velas, e a ideia nasce também dessa vivência pessoal. “Pensando no quanto minhas filhas gostam de me acompanhar no hygge, idealizei algo que fosse perfeito para o ritual do sono, para ler, relaxar ou simplesmente estar, mas que pudesse substituir a vela com mais segurança e flexibilidade de uso. A luminária permite viver o mesmo aconchego do fogo sem riscos, mesmo em ambientes com circulação de ar, vento, crianças ou para uso durante toda a noite”, conta Priscila.
Vidro, pó fotoluminescente e um trabalho artesanal feito de coração
A cúpula da luminária é feita de cristal soprado e com toque de pó fotoluminescente, técnica que cria um brilho sutil mesmo quando a luminária se apaga. “É um efeito que prolonga a sensação de calma e transforma o ritual em experiência sensorial. Além disso, cada peça é única, pois o sopro artesanal torna impossível repetir o mesmo desenho, como se cada uma delas guardasse uma pulsação própria”, diz a designer.
A base é de madeira maciça torneada à mão, em madeira tauari, reforçando o caráter artesanal e contemporâneo da criação.
“Acender uma vela é um gesto simples, mas tem uma força simbólica enorme. A chama muda o ritmo do ambiente, suaviza o olhar e convida à presença. É como se a casa respirasse junto com a gente. Quando a luz se torna viva, o espaço deixa de ser apenas bonito e passa a ter alma”, explica a profissional.
Com temperatura de cor em torno de 1800 K, a luminária reproduz o brilho quente e irregular da chama natural, criando zonas de sombra e claridade que favorecem o relaxamento.
Além de luminária, a peça também funciona como objeto de decoração, ocupando estantes, aparadores ou prateleiras entre livros e recordações. Mesmo quando desligada, mantém o aconchego com sua luz própria, graças ao pó fotoluminescente aplicado à cúpula, que emite um brilho suave de forma autônoma, sem estar ligada.

