Nos últimos cinco anos, o público feminino ganhou maior destaque no mercado imobiliário, com um aumento de mais de 60% no número de inscritas no Creci-GO
A presença feminina está aumentando no mercado imobiliário goiano. De acordo com dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Goiás (Creci-GO), nos últimos cinco anos, o número de mulheres inscritas subiu 60,75%, sinalizando que a profissão, até anos atrás, majoritariamente masculina, está entrando em uma nova fase. No Estado, o número de novas mulheres inscritas subiu 48,68%.
Motivadas pela independência financeira e atraídas pela jornada de trabalho flexível, que encaixa na rotina dupla, as mulheres têm buscado o mercado imobiliário como uma possibilidade de crescimento. Foi o que chamou a atenção de Aline Pitaluga. “A flexibilidade de rotina e horários, depois, a oportunidade de transformar vidas e negócios por meio do meu trabalho e das minhas orientações. Amo ser desafiada a novos patamares, aprender, ensinar, entender e negociar, me fascinam”, afirma a corretora.
Por outro lado, hoje já existe um reconhecimento do consumidor ao olhar singular, atento aos detalhes e nas particularidades que o toque feminino é capaz de proporcionar na hora de escolher um imóvel, e isso tem sido mais um motivo a mais para estimular a atuação feminina no mercado imobiliário Tanto que, há dois anos, de olho no potencial dessa dinâmica, a URBS Imobiliária criou a primeira unidade formada apenas por mulheres, a URBS Donna.
“Eu já estava no mercado há muitos anos, já era diretora de outra agência da URBS e muitas mulheres me procuravam pedindo ajuda, falando que me viam como referência no mercado e com o sonho de ingressar. Fui percebendo que tinham muitas mulheres com potencial profissional bom e que não tinham um apoio que as ajudasse a alcançar resultados e crescer profissionalmente e que de alguma forma eu poderia ajudar”, conta Maria Rosa Rodrigues Martins, Sócia-diretora e uma das idealizadoras da URBS Donna.
De acordo com Maria Rosa, o mercado hoje em dia está muito mais aberto à atuação e presença feminina, que é vista como um diferencial, em muitos casos. “A aceitação dos clientes foi muito maior e mais rápida do que eu imaginava. Desde o começo tivemos clientes que, inclusive, preferiram ser atendidos por nós, se sentindo mais seguros e bem atendidos”, detalha. Atualmente, a equipe conta com 30 mulheres.
Ela observa que as mulheres normalmente são mais empáticas, conseguem ter uma escuta ativa melhor e buscar o imóvel pensando em quem de fato está do outro lado, “olhando o cliente como indivíduo e não somente como um número ou mais uma venda”, complementa a diretora da URBS Donna.
A função de ter um espaço exclusivamente voltado para profissionais do sexo feminino foi pensada não somente para expandir a marca, mas como uma forma de incentivar a profissionalização das corretoras e se tornar um referencial. “Criar um ambiente onde mulheres podem realmente atingir o seu melhor na vida profissional, que as encoraje e impulsione e, ao mesmo tempo, ter uma imobiliária que realiza bons negócios, de fato, sendo referência para os clientes do mercado imobiliário”, diz Maria Rosa.
Em Goiás, a profissão se popularizou no meio feminino. No ano passado, foram registradas 1.024 novas inscrições de mulheres. Em cinco anos, o Estado ultrapassou o número de inscrições nacionais (40,86%), chegando a 48,68%. “Não vejo dificuldades em ser mulher no mercado imobiliário. Acredito que o mais importante é ser uma excelente profissional, e isso independe de gênero”, pontua Aline.


