Brasil é segundo colocado na América Latina em propriedades compartilhadas e modelo deve crescer 30% até o final de 2026

Com maior permanência do que hóspedes tradicionais, os modelos multipropriedade e timeshare atraem famílias brasileiras a destinos consolidados com novas opções de alto padrão. Sul lidera empreendimentos do gênero e a expectativa de empresários do setor é de um novo salto este ano.

Divulgação_ Amazon Parques & Resorts

Nova pesquisa divulgada este mês durante o Share Summit, da Noctua Advisory junto a RCI, apontou que o Brasil representa 20,5% da oferta de propriedades compartilhadas da América Latina, atrás apenas do México. Os dados revelam que clientes permanecem, em média, 0,7 dia a mais no destino do que hóspedes tradicionais. A expectativa dos empresários é que o modelo deva crescer em torno de 30% no Brasil em 2026. A multipropriedade e o timeshare respondem por 11,5% da ocupação total nos 133 empreendimentos analisados e por 17,7% da demanda. No mundo, o setor é responsável por mais de US$ 20 bilhões em vendas ao ano. A diferença entre os modelos é basicamente jurídica. Na multipropriedade o cliente compra uma fração de um imóvel físico. A transação gera uma matrícula individualizada no Cartório de Registro de Imóveis. No timeshare, o consumidor adquire apenas o direito de utilizar um hotel ou rede de resorts por um período contratual.

Em termos de multipropriedade, a região Sul absorve parcela majoritária dessa expansão no Brasil. O levantamento da Caio Calfat registrou um volume de vendas nos estados do Sul de 58,1% e R$ 24,3 bilhões no ano passado.

O complexo Amazon Parques & Resorts, em construção na cidade de Penha (SC), reflete a migração desse tipo de investimento para polos turísticos regionais, especialmente os que concentram atrativos para as diversas faixas etárias, como parques e praias, e com perfil familiar. O município de Penha, além das belas praias, abriga o parque Beto Carrero World e atrai pessoas dispostas a trocar a segunda residência por cotas de acesso.

Close-up of a couple receiving keys of their new home on a meeting in the office. Foto: Divulgação

No empreendimento catarinense, mais de 50% dos compradores são procedentes do estado de São Paulo, 16% de Santa Catarina e 12% do Paraná, enquanto os demais se distribuem entre outros estados. Atualmente, mais de 80% das cotas disponíveis já foram comercializadas.

O Amazon Parques & Resorts, com 9 mil metros quadrados de área de lazer, terá gestão conduzida pela global Wyndham Hotels & Resorts. O projeto também é afiliado à RCI, o que permite aos cotistas o intercâmbio de hospedagens com mais de 4.200 resorts em 110 países.

Roberto Kwon, CEO da Amazon Parques & Resorts

“O crescimento da multipropriedade no Brasil reflete uma mudança significativa no comportamento dos consumidores, que buscam cada vez mais soluções flexíveis e acessíveis para suas necessidades de lazer e investimento, sem deixar de lado o alto padrão”, afirma Roberto Kwon, CEO do Amazon Parques & Resorts.

Sobre o Amazon Parques & Resorts

Fundada em 2020, o Amazon Parques & Resorts tem como meta a implementação de empreendimentos imobiliários desenhados para o entretenimento, bem-estar e hotelaria alinhados às novas práticas do mundo contemporâneo consciente. Atua com a comercialização imobiliária e de multipropriedade com conceito de arquitetura sustentável, proporcionando entretenimento de qualidade, alinhado às práticas contemporâneas de economia e fortalecendo uma rede de iniciativas de comunidades. 

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