Últimos dias para conferir a exposição “Navegando com o Cortejo” em celebração à Nossa Senhora dos Navegantes em Sambaqui

Para quem ainda não visitou a exposição “Navegando com o Cortejo” organizada por Janaina Machado, idealizadora do Floripa Quilt, têm até este sábado, 28 de fevereiro, para aproveitar a programação gratuita em cartaz no Casarão da Associação do Bairro Sambaqui, em Florianópolis. Segundo Janaina, a agenda faz parte da celebração da Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, realizada no início deste mês, que mobilizou a comunidade, artistas e pescadores da região em torno da tradição. 

O acervo de obras é formado por trabalhos de artistas têxteis de diversas regiões do Brasil, incluindo Florianópolis -, criando um panorama sensível e poético sobre o universo marítimo, a devoção, o sincretismo religioso e as travessias humanas. Mais do que uma mostra artística, a proposta atua como um braço cultural da própria festa, fortalecendo a celebração já realizada historicamente pelas comunidades de Cacupé, Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa, João Paulo e entorno, sempre respeitando o protagonismo comunitário e religioso.

No contexto do sincretismo brasileiro, o projeto também reconhece a associação entre Nossa Senhora dos Navegantes e Iemanjá, ampliando o diálogo simbólico entre fé, cultura popular e arte contemporânea.

Roda de Conversa e exibição de Documentário

Na sexta-feira, 27 de fevereiro, às 20h, será exibido o documentário de média-metragem “Manoel e a Canoa”, produzido por um grupo de ex-alunos dos cursos de Cinema e  de Artes Cênicas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O filme retrata a construção de uma canoa de um pau só de Garapuvu, feita pelo mestre canoeiro Manoel Ireno, morador da comunidade de Santo Antônio de Lisboa. 

Com direção de Rodrigo Freitas, as cenas foram captadas na EBM Doutor Paulo Fontes, onde o Garapuvu brotou há 30 anos pelas mãos de um professor e teve seu corte autorizado pela Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis, por apresentar riscos aos moradores e arredores. As falas do mestre Manoel conduzem a investigação histórica, preservando e valorizando este modo de fazer canoas como patrimônio cultural imaterial. 

No sábado, 28 de fevereiro, às 16h, acontece uma conversa com alguns artistas que participam da exposição. A programação é gratuita.

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