
Nascida em torno de uma feira, Feira de Santana carrega no próprio nome sua vocação: ser ponto de encontro, de trocas e de futuros. Foi assim no início — entre barracas, gados e vozes que negociavam — e continua sendo hoje, entre ideias, conexões e negócios que transformam a cidade em um grande mercado de possibilidades. Onde o empreendedorismo já instalou com suas características e a busca pela inovação tem ganhado força nos negócios que vão se desenvolvendo no seu ambiente empresarial.
Os números já demonstram, esses encontros têm produzido frutos valiosos. Feira de Santana se consolida como uma das cidades mais empreendedoras e inovadoras da Bahia, com um PIB estimado em R$ 17,2 bilhões em 2025, ocupando o terceiro lugar na economia do estado, atrás apenas de Salvador e Camaçari. Seu setor de comércio e serviços responde por mais de 60% da atividade econômica, enquanto a indústria, cada vez mais pujante, representa entre 20% e 25% do PIB municipal. (IBGE a SEI/BA)
Mas o que move Feira não é apenas o comércio: é a força criativa da inovação. Como disse Joseph Schumpeter, “a competição via preço está para a competição via inovação como forçar uma porta está para um ataque de artilharia”. A inovação é a verdadeira artilharia do desenvolvimento — e os feirenses já compreenderam isso.
Hoje, a cidade abriga um ecossistema de inovação vibrante, que une o poder público, a iniciativa privada, as universidades e a sociedade civil. Desse diálogo entre os pilares da chamada “hélice quádrupla” nascem programas, capacitações e negócios que fazem da inovação uma prática cotidiana.
Startups locais crescem em ritmo acelerado, explorando desde tecnologias digitais até soluções baseadas nos recursos naturais dos biomas da região. Produtos que nasceram nestas terras — onde um dia se trocavam bois e peles — agora cruzam oceanos, apresentados em feiras internacionais, do continente asiático aos xeiques de Dubai. É o exemplo da empresa Puba que participou, apoiada pelo Sebrae, em Singapura da “Singapore Week of Innovation and Technology” um dos maiores eventos de tecnologia e empreendedorismo da Ásia, sendo a única empresa do Nordeste em uma delegação de 08 empresas brasileiras de destaque nacional.
Feira de Santana mostra, com graça e coragem, que a inovação não é privilégio dos grandes centros — ela floresce onde há conversa, conexão e propósito. Como numa feira, é do encontro entre pessoas e ideias que surgem as transformações. Pessoas e entidades que escolheres tecer e atuar no numa rede de relação e ações que visam desenvolver a inovação no ambiente empresarial, político e educacional do município.
O ecossistema local está em plena evolução, com startups – já são cerca de 62 no município – em diferentes estágios de maturidade e faixas de faturamento. A diversidade de soluções — em tecnologia, serviços digitais, educação, saúde e sustentabilidade — revela uma cidade fértil para a experimentação e o crescimento. (Observatório Sebrae startups)

Responsável pelo projeto de inovação da Regional de Feira de Santana. Foto: divulgação
Instituições como o Sebrae, universidades e hubs de inovação têm papel essencial nessa trajetória, formando empreendedores e fortalecendo uma cultura que une tradição e futuro. E embora muitas startups ainda estejam nas fases iniciais, já despontam casos de sucesso que simbolizam o amadurecimento do mercado e a confiança de investidores e parceiros.

Assim, este paraíso com nome de Feira segue altaneiro, como uma princesa do sertão, reinventando-se a cada conversa, a cada negócio, a cada sonho que ganha forma. De uma simples feira de gado a um reino de ideias e conexões, Feira de Santana transforma sua tradição comercial em uma nova economia baseada em conhecimento, tecnologia e propósito.
No ecossistema já temos nosso plano, a governança está em franco fortalecimento, a marca cada vez mais fortalecida, sigamos para ações que ratificam a importância deste movimento para o município, Bahia, Brasil e mundo…
A princesa do sertão, agora, constrói seu reino de inovação.
