Projeto privilegia ambientes integrados e decoração com obras de arte

Cheia de personalidade, casa decorada pelo escritório Garcez Arquitetura tem inspiração em seus moradores

Foto: Diogo Brasileiro

Por Silma Araújo

Com a proposta inicial de utilizar os espaços em sua plenitude e sem desperdícios, o projeto residencial feito pelo escritório Garcez Arquitetura, dos arquitetos Josete e Adriano Garcez, privilegiou a integração dos cômodos, visando à racionalidade dos ambientes para torná-lo prática na manutenção e, sobretudo confortável. A área do terreno de 600m² foi suficiente para a casa de dois pavimentos, que teve área total construída de 369m².

Localizada em um condomínio, a casa teve a sala de estar e o home theater integrados à de jantar. O acesso e a vista para a varanda é feito através de portas de vidro, resultando na arquitetura adaptada de um loft, um conceito ultramoderno de moradia que privilegia a praticidade do mundo contemporâneo ao projetar os espaços com a interferência mínima de paredes.

Os arquitetos explicam que essa integração foi um dos pedidos especiais da proprietária da casa. “A cliente sonhava com uma casa funcional, entretanto, não abria mão de um local para o relaxamento nos finais de semana. Por isso, além de agregarmos os espaços internos, projetamos a área da piscina voltada para a varanda gourmet”, motivaram.

O toque artístico é o principal elemento decorativo de destaque em toda a casa. Foram usados tons neutros nas paredes para favorecer as obras de arte que compõem todos os ambientes, afinal, elas são bem mais que um simples adorno e transcendem o objeto em si. Na área externa, por exemplo, um painel de mosaico do artista plástico Eliezer Nobre colore a parede, tornando-a exclusiva e especial.

Descrevendo os detalhes que compõem o espaço de lazer, os arquitetos destacam que, na piscina, as pastilhas em degradê azul foram realçadas com a iluminação interna de LED. Quanto à varanda gourmet, o toque decorativo ficou por conta da atmosfera rústica, que conferiu mais conforto e acolhimento à residência.

Todos os artifícios usados na composição do projeto, tanto os de envolvimento técnico como artísticos, foram cautelosamente inseridos respeitando os anseios dos clientes. “Não queríamos uma casa engessada com uma decoração já pronta e estagnada, então a fizemos para ser formada e acrescida ao longo dos anos. Isso porque acreditamos que ela deva refletir os gostos dos moradores e ser um espaço de constantes intervenções, como um embrião, capaz de acolher livros, obras de artes, lembranças trazidas de viagens, etc. Focamos no mais importante: o processo de construção das coisas (o caminho). Ao final, verificamos que proporcionar essa liberdade à nossa cliente, instigando-a a interagir com sua casa, foi muito gratificante”, concluíram.

Matéria publicada na versão impressa da revista Sacada.

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