Projetos residenciais passam a ser concebidos como estruturas flexíveis e capazes de incorporar novos usos, serviços e experiências ao longo da vida útil do edifício
No mercado de locação, o valor de um empreendimento deixou de ser medido apenas pela metragem do apartamento ou pela localização. Hoje, ganham relevância projetos capazes de integrar serviços, gerar receita e se adaptar a novas demandas sem grandes intervenções estruturais. Mais do que imóveis estáticos, surgem empreendimentos concebidos desde a origem para operar como ativos dinâmicos, capazes de incorporar novas experiências e manter relevância ao longo do tempo.
Desde a fase de projeto arquitetônico, os edifícios passam a incorporar espaços comuns desenhados com flexibilidade estrutural e operacional. A proposta é permitir que os ambientes assumam diferentes funções conforme surgem novas demandas, sem exigir grandes intervenções físicas, ampliando a experiência do morador e preservando o valor do ativo no mercado de locação ao longo dos anos.
No Brasil, esse conceito orienta a atuação do Ayra, linha de empreendimentos residenciais da Greystar, líder mundial no segmento multifamily. A marca, presente em bairros estratégicos de São Paulo, como Pinheiros, Higienópolis e Moema, reúne projetos concebidos desde a origem para locação, com gestão profissional ativa, foco em vida em comunidade e forte integração entre moradia, serviços e áreas compartilhadas.
No térreo do Ayra Pinheiros, por exemplo, há um espaço projetado desde a origem para acomodar diferentes operações ao longo do tempo. Hoje, abriga uma clínica médica, uma cafeteria no formato grab and go e uma empresa de costura e lavanderia, que atendem tanto clientes externos quanto moradores do edifício.
“Essas decisões são pensadas ainda na fase de projeto”, explica Cristiano Viola, diretor executivo de Operações da Greystar. “Buscamos estruturar espaços que já nasçam preparados para múltiplas possibilidades de uso e, quando há necessidade de adaptação, que ela seja a menor possível, sempre com atenção ao custo. A proposta é permitir mudanças sem grandes obras ou intervenções estruturais, garantindo agilidade e viabilidade econômica”, afirma.
A relação dos moradores com esses espaços é central nessa equação. A curadoria dos serviços leva em conta a experiência cotidiana, priorizando soluções práticas e integradas à rotina. Além disso, a capacidade de adaptação dos espaços também gera impacto financeiro e operacional, com geração de receita de forma indireta, agregando valor à experiência do morador sem repasse ao custo do condomínio. “Conseguimos gerar receita ao mesmo tempo em que entregamos conveniência, mas sem onerar o morador”, resume Viola.
Flexibilidade como valor imobiliário
O olhar para o futuro segue a mesma lógica. Entre as possibilidades em análise estão serviços itinerantes de lavanderia, sapataria e costura para empreendimentos que não possuem áreas fixas, além da ativação estratégica de fachadas comerciais, que vêm despertando o interesse de novos operadores e ampliando a integração do edifício com o entorno.
Outro movimento envolve a adaptação de varandas e áreas abertas em novos empreendimentos, com a criação de mercados mais estruturados, espaços de convivência, mesas, cadeiras e mini cafés. A proposta é potencializar o uso das áreas comuns como pontos de encontro e experiências compartilhadas, reforçando o senso de comunidade.
“Mais do que responder a tendências pontuais, a proposta dos empreendimentos Ayra é pensar a arquitetura como um sistema vivo. Os projetos já nascem estruturados para integrar serviços, gerar novas experiências para os moradores e operar com gestão ativa ao longo do tempo”, aponta. “Em um ambiente urbano em constante transformação, essa capacidade de adaptação deixa de ser um diferencial e passa a ser essencial para garantir relevância, funcionalidade e valor ao longo das décadas”, complementa Cristiano Viola.

