Realizado na Academia Brasileira de Letras, o encontro reúne especialistas para apresentar e discutir as ações inéditas de preservação da Biblioteca Histórica do Itamaraty, com transmissão online
O Ministério da Cultura, via Lei Rouanet, o Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro (ERERIO) e a Academia Brasileira de Letras têm o prazer de apresentar o seminário Nas estantes da memória: trajetória da Biblioteca Histórica do Itamaraty e as novas ações de conservação, que acontece no dia 6 de abril de 2026, das 9h30 às 16h30, na sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro.
Com apoio do BNDES, patrocínio máster da Petrobras, patrocínio da Vale e coordenação do Instituto Pedra, o encontro reúne especialistas para discutir os processos de preservação e difusão da Biblioteca Histórica do Itamaraty, um dos mais relevantes acervos bibliográficos ligados à história diplomática e cultural do Brasil. As inscrições para participação online podem ser feitas por meio de formulário. O seminário será transmitido ao vivo pelo canal do Instituto Pedra no YouTube.
Voltado a pesquisadores, estudantes e profissionais da área de memória e patrimônio, e público em geral, o encontro busca compartilhar as metodologias e estratégias adotadas no processo de recuperação arquitetônica, conservação preventiva e planejamento técnico do acervo, além de promover um debate mais amplo sobre os desafios contemporâneos relacionados à preservação e ao acesso a coleções bibliográficas patrimoniais.
O seminário também destaca os vínculos históricos e intelectuais entre o Itamaraty e a ABL, instituições que ao longo de décadas compartilharam figuras centrais da vida cultural e diplomática brasileira, como Joaquim Nabuco, Barão do Rio Branco e Guimarães Rosa. A programação inclui falas de diplomatas e profissionais das áreas de patrimônio e conservação de acervos, além de representantes das instituições parceiras do projeto, para apresentar diagnósticos, soluções arquitetônicas, metodologias de conservação e experiências práticas relacionadas à Biblioteca Histórica do Itamaraty, incluindo o planejamento logístico para a movimentação e tratamento técnico de aproximadamente 150 mil volumes do acervo.
O seminário marca um momento simbólico no projeto de recuperação do Complexo do Itamaraty no Rio de Janeiro, com destaque para a criação da Sala de Obras Raras e Coleções Especiais, espaço concebido para abrigar, preservar e tornar acessível um conjunto de obras de grande importância histórica. Paralelamente ao evento, será exibido um vídeo sobre o processo de criação da sala, com detalhamento das ações de recuperação e etapas técnicas envolvidas na preservação do acervo.
Para a Petrobras, o patrocínio à recuperação do acervo do Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro reforça o compromisso da companhia com a preservação de bens de grande relevância histórica e simbólica para o país. A Petrobras possui uma história de mais 40 anos acreditando de forma contínua na cultura como elemento transformador e fonte de energia para a sociedade, sendo a maior patrocinadora da cultura brasileira.
O BNDES reconhece a importância e tem trabalhado na recuperação de acervos memoriais por meio de uma política dedicada ao tema desde 2004. Esta trajetória contempla o projeto do Complexo do Itamaraty, um dos acervos mais relevantes do país. O BNDES apoia a recuperação da infraestrutura e a preservação e digitalização do acervo, permitindo que esse patrimônio seja protegido, se torne acessível e seja reintegrado à vida acadêmica e cultural, com o objetivo de consolidar o Palácio como um equipamento cultural de excelência no Centro do Rio.
Sobre o restauro do complexo do Itamaraty no Rio de Janeiro
O complexo arquitetônico do Itamaraty no Rio de Janeiro, formado pelo Palácio do Itamaraty, que abriga do Museu Histórico e Diplomático, pelo edifício das Cavalariças, pelo edifício da Biblioteca, Mapoteca e Arquivo Histórico, pelo edifício do ERERIO e pelo edifício Niterói, passa atualmente pelo seu primeiro projeto integral de recuperação. Construído a partir da década de 1850 e um dos primeiros bens culturais tombados no país (1938), o conjunto havia recebido, até então, apenas intervenções pontuais.
O projeto de restauro em curso, iniciado por meio da parceria firmada entre Instituto Pedra e MRE, em 2018, propõe uma ação integrada de preservação e modernização das edificações e de seus acervos históricos, incluindo a restauração de obras de arte, mobiliário e afrescos, a conservação e digitalização de coleções documentais e bibliográficas e a atualização museográfica do Museu Histórico e Diplomático. Também estão previstas a ampliação das áreas expositivas, a criação de novos espaços de convivência e a requalificação dos jardins, reafirmando o papel do complexo como centro de preservação da memória diplomática brasileira e como polo cultural no centro histórico do Rio de Janeiro.




