Leonardo Zanatta – Masterplan BAB
O masterplan da primeira BAB, assinado pelo arquiteto Leonardo Zanatta, organiza 20.000 m² de área expositiva no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Ibirapuera, a partir do conceito “Fronteiras Invisíveis”. A proposta substitui as divisões políticas do território pelos seis biomas brasileiros como critério de agrupamento dos 27 pavilhões estaduais, inspirando-se na lógica de ocupação das feiras de rua para criar um percurso acessível que dissolve o caráter acadêmico típico de eventos do gênero.
Jeferson Branco – Pavilhão Santa Catarina
O Pavilhão de Santa Catarina na BAB, assinado pelo arquiteto e designer Jeferson Branco, reúne mais de 75 artistas e designers catarinenses para confrontar a visão redutora que associa o estado exclusivamente à herança europeia. O projeto se organiza ao redor de um cubo central revestido com azulejos do artista Walmor Corrêa, que retrata a fauna da Mata Atlântica local, e propõe uma planta livre onde arte, design e paisagismo com espécies nativas convivem em um percurso fluido de 360 graus.
Cité Arquitetura – Restaurante Biomas
O restaurante Biomas, assinado pela Cité Arquitetura com direção criativa de Celso Rayol, é o espaço gastronômico da Bienal de Arquitetura Brasileira. Com 214 m² divididos em dois salões, Caatinga e Amazônia, o projeto traduz os biomas em experiência sensorial por meio de materialidades, obras do artista Luiz Eduardo Rayol, bordados manuais e paisagismo, sob o comando do chef Leo Sanchez.
Larissa Catossi e Guilherme Abreu – Pavilhão Maranhão
O Pavilhão do Maranhão na BAB, assinado pelos arquitetos Larissa Catossi e Guilherme Abreu, traduz a ancestralidade e a potência cultural do estado em linguagem contemporânea, com uso de barro nas paredes e no piso, paleta cromática ancorada no azul e vermelho da bandeira maranhense e uma escultura-instalação central inspirada nas matracas do Bumba Meu Boi, feita em aço inox e madeira. O mobiliário é assinado por designers locais e a curadoria de arte reúne obras de artistas maranhenses de diferentes gerações e linguagens.
Mitushi – obra WabiSabi no Pavilhão Santa Catarina
A ceramista Mitushi apresenta no Pavilhão de Santa Catarina a peça da coleção Wabi Sabi, um painel de cabeceira com 9,072 m² composto por 2.700 peças em porcelana feitas à mão. Inspirada na filosofia japonesa que encontra beleza no imperfeito, a obra preserva rachaduras, texturas e irregularidades como parte intencional da composição, convidando o visitante a uma experiência contemplativa diante da matéria.





