Especialista da PSMR explica como a nova geração de soluções em iluminação alia eficiência energética à redução de custos e ao ganho de competitividade nas indústrias.

Andrey Nikollas Bucko, engenheiro eletricista da PSMR
No atual cenário econômico, a busca por eficiência energética deixou de ser uma pauta apenas sobre sustentabilidade dentro da indústria para se tornar um dos assuntos relacionados à saúde financeira do negócio.
Segundo Andrey Nikollas Bucko, engenheiro eletricista da PSMR, marca especializada em materiais elétricos, o mercado vive uma segunda onda de modernização em iluminação. Essa evolução pode representar uma diferença significativa nos custos das empresas e, consequentemente, impactar até mesmo a competitividade, já que influencia a precificação final ao consumidor.
“Mesmo sistemas que já utilizam LED podem estar desperdiçando recursos. O LED de primeira geração exige uma potência muito maior para entregar o mesmo nível de luminosidade que as soluções de alto desempenho atuais”, explica.
Ele conta que o avanço da eletrônica e dos materiais semicondutores permitiu o desenvolvimento de sistemas LED de alta performance com eficiência térmica superior. Ao minimizar a dissipação de energia em forma de calor, esses equipamentos otimizam a conversão energética, entregando um fluxo luminoso significativamente maior com um consumo de potência reduzido.
“A modernização desses sistemas é uma das formas mais rápidas de reduzir gastos operacionais sem a necessidade de alterar processos produtivos”, complementa.
Dados do U.S. Department of Energy (DOE) reforçam essa tese: as soluções modernas de iluminação podem ser até 75% mais eficientes que as tecnologias convencionais de gerações anteriores.
Na prática industrial, a economia é tangível. Imagine um galpão logístico com 100 luminárias tradicionais de 150 W operando 12 horas por dia. O consumo anual aproximado seria de 65.700 kWh. Ao substituir essas unidades por luminárias LED modernas de 75 W — que mantêm o mesmo fluxo luminoso — o consumo cai para 32.850 kWh.
“Conseguimos entregar o mesmo desempenho com 50% menos potência, evidenciando que o investimento em tecnologia de ponta tem um retorno extremamente acelerado”, destaca Bucko.
Esse salto tecnológico é impulsionado pelo mercado mundial de iluminação, que deve ultrapassar US$ 272 bilhões até 2032, segundo a Fortune Business Insights. No Brasil, o setor movimenta cerca de R$ 7 bilhões por ano, com crescimento puxado pela substituição de sistemas ineficientes em projetos industriais e logísticos.
Além do consumo reduzido, a durabilidade dessas novas soluções chega a ultrapassar as 50 mil horas de funcionamento. Para Bucko, isso impacta diretamente o custo de manutenção: “Em ambientes com pé-direito elevado, a alta durabilidade evita paradas operacionais e montagens de estruturas de acesso, o que diminui drasticamente o custo total de propriedade do sistema”.
O engenheiro explica que a ciência por trás dessa eficiência reside no uso de materiais como o silício e elementos de terras raras. Esses componentes permitem que os circuitos eletrônicos controlem o fluxo de energia com precisão, otimizando a emissão de luz e garantindo estabilidade térmica.
“Os produtos da PSMR possuem essa tecnologia, oferecendo desde luminárias herméticas com proteção IP66 para ambientes agressivos, como úmidos e frigoríficos, até sistemas Highbay (UFO) projetados para concentrar o fluxo luminoso em grandes alturas”, explica.
No entanto, o engenheiro ressalta que a tecnologia deve vir acompanhada de inteligência: o uso de softwares de simulação luminotécnica é essencial para determinar a quantidade exata de equipamentos, evitando tanto a subiluminação quanto o excesso de luminárias. “O projeto bem dimensionado é o que garante que cada watt consumido se transforme efetivamente em produtividade e segurança”, conclui.
