A arquitetura favorecendo a saúde

Arquiteta Inês Cerqueira apresenta projetos realizados em clínicas que visam à melhoria dos serviços

Foto: arquivo Inês Cerqueira

Por Silma Araujo

Formada na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Inês Cerqueira, desde 1988 mantém escritório próprio, onde trabalha com diversos projetos residenciais, comerciais, hospitalares e arquitetura de interiores.

Atuando também como especialista em Arquitetura de Sistemas de Saúde, a profissional apresenta o projeto da Clihon – Clínica Oftalmológica Hermelino Oliveira Neto – e da Clínica Radiológica de Feira De Santana.

Na Clihon, a necessidade de ampliação dos serviços para o conforto e maior qualidade de atendimento ao público fez com que a empresa investisse na construção de sua sede própria. O edificio contará com 5 pavimentos distribuídos em 2.960m² de área construída. O subsolo será destinado à garagem, e o térreo, onde funcionará a clínica própriamente dita, terá 10 consultórios e salas para exames de diversas especialidades. O primeiro pavimento será dedicado ao Hospital – Dia, com 4 salas cirúrgicas, 10 apartamentos e demais apoios. O segundo pavimento será reservado para a administração e futura implantação da residência médica. Quanto ao terceiro pavimento, será destinado à ampliação da clínica.

Inês explica detalhes do projeto, enfatizando que a prioridade foi obedecer os padrões da arquitetura, construção civil e exigências da Vigilância Sanitária. “Todos os materiais adotados na obra procuram atender a demanda da eficiência de manutenção. A fachada será em “pele de vidro” bronze, alumínio composto, porcelanato liso, com textura e amadeirado, o que traduz modernidade e aconchego ao local. Vale ressaltar que todo o projeto seguiu padrões de higiene exigidos para o setor de saúde”, conta.

No projeto da Clínica Radiológica, o propósito de reforma também foi motivado pela melhoria da oferta de seus serviços através da ampliação da sua sede com a construção de mais dois andares. Com isso, a clínica aumentou a área final construída para 1.770 m².

No térreo, a intervenção foi mínima, apenas com a criação de mais duas escadas de acesso, a implantação do elevador para garantir a acessibilidade, uma pequena lanchonete e uma nova área de entrega de exames. Nesse andar, continuaram funcionando os serviços de imagem, como raio X, mamografia, densitometria e ressonância magnética. No hall, foi criado um acesso independente aos dois pavimentos superiores. O primeiro pavimento será dedicado aos exames de ultrassom e ao setor administrativo, enquanto que o segundo pavimento contará com salas para consultórios e exames. A fachada foi atualizada (o projeto original também é da arquiteta Inês e data de 2003), mas manteve parte do conceito e volumetria anteriores com a renovação de materiais.

Matéria publicada na versão impressa da revista Sacada.

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