Em imagens ao mar ou fios que tramam a devoção à Nossa Senhora dos Navegantes e Iemanjá, a exposição “Navegando com o Cortejo” revela um relato da tradição, religiosidade e mobilização comunitária do bairro do Sambaqui. A mostra fica em exibição no CIC, de 16 de abril a 31 de maio
Nos primeiros dias de fevereiro deste ano, a comunidade do Sambaqui se mobilizou — como há muito não fazia — para homenagear Nossa Senhora dos Navegantes/Iemanjá e pedir sua proteção. O trabalho coletivo, que contou com a participação de artistas locais, tinha o objetivo claro de realizar a festividade e fortalecer a tradição, especialmente para as crianças da região.
Janaina Machado Cordeiro, idealizadora do Floripa Quilt (Festival de Patchwork, Arte Têxtil e Boneca de Pano), chamou para si a responsabilidade. Como moradora do bairro, sentiu a necessidade de preservar memórias passadas e futuras fixadas no tempo. Convocou a comunidade para retomar o significado da data e, assim, o projeto “Navegando com o Cortejo” aconteceu, atraindo mais de 40 barcos pesqueiros ornamentados em uma procissão entre Cacupé e Sambaqui.
Junto à manifestação, durante o mês de fevereiro, o Casarão da Associação do Bairro de Sambaqui (ABS) abrigou a exposição homônima. O acervo agora ganha um recorte no Centro Integrado de Cultura (CIC), com quilts e bandeirolas confeccionadas pelas rendeiras de Sambaqui, além de uma canoa esculpida por Manoel Ireno Querino em tronco de Garapuvu.
A abertura será nesta quinta-feira, 16 de abril, às 19h, nas Oficinas do CIC, com trabalhos das artistas convidadas: Adriana Martins, Andreza Sanchez, Angela Witt, Celia Fonseca, Dalva Romariz, Dulce Magalhães, Hélen Jordana, Jaque Carvalho, Jaqueline Casagrande, Katia Bartholo, Ligia Dalpoz, Marcia Baraldi, Márcio Lima, Maria F. Casagrande, Mariza Florence, Paula Marimon, Rita Satyro, Tania Azeredo, Tere Cardoso, Thais Costa e Virginia Scherer. A programação é gratuita.



