Exposição de Jorge Galeano e Vivaldo Lima no Museu Regional de Arte (MRA)

Os artistas plásticos Jorge Galeano e Vivaldo Lima realizaram, dia 22/09/2016, vernissage no Museu Regional de Arte (MRA), em Feira de Santana. A exposição dos artistas estará aberta ao público até 21/10/2016. 

foto: Sacada

Por Valéria Silva

Os artistas plásticos Jorge Galeano e Vivaldo Lima realizaram, dia 22/09/2016, vernissage no Museu Regional de Arte (MRA), em Feira de Santana. Para abertura do evento, foi apresentado o Concerto Didático Piano a 4 Artes, um Projeto de Extensão do Grupo de Dança – Teatro da Uefs, coordenado pela Professora Simone Braga, com a participação da bolsista Pibid Simone Gonçalves. A exposição dos artistas estará aberta ao público até 21/10/2016.

Galeano: “Os mundos possíveis”

Com o tema “os mundos possíveis”, Galeano revela um pouco da sua pintura apresentada no vernissage. “Meu atelier é uma espécie de mosteiro, um lugar escuro, sem janela. Toda esta luminosidade nas telas saiu de dentro de mim, porque do lado de fora não tem luz. Esta luz são os mundos possíveis”, explica.

Com esta apresentação no museu, o artista comemora 25 anos de pintura. Este ano, Galeano faz sua primeira apresentação na Europa. “Levei um ano para preparar esta exposição porque juntaram duas aos mesmo tempo. A mesma mostra que estou fazendo no museu, vai ser feita em novembro, em Berna na Suiça. Como estou vendendo muito, tenho que pintar mais quadros para a segunda mostra”, contou Galeano ressaltando que se sente feliz em ver que depois de muitos anos seu trabalho começa a ser reconhecido.

Jorge Galeano nasceu na argentina e estudou na escola de belas artes de Buenos Aires. Foi como artesão que deu início ao oficio das artes. Trabalhou com diversos materiais, como couro, madeira e metal. Versátil, além da pintura em tela, produz azulejos, mosaico, esculturas em terracotas e manifestações artísticas em locais públicos e tapumes.
Na trajetória da sua carreira, Galeano possui várias premiações acumuladas, uma destas foi a mostra “Trópico Utópico”, apresentada em março de 2014, no Equador.
Em Feira de Santana, cidade que reside há mais de 20 anos, desenvolve seu trabalho artístico e ensina nas oficinas de artes do CucaUefs.

Vivaldo Lima: Neo Fovismo

“A arte é sempre uma busca incansável pela morte do estilo anterior. Não quero dizer que o artista queira “matar”, no sentido lato. Todo artista busca a sua superação e esse superar faz com que a arte não tenha limites e esteja sempre, sempre renovando-se. Ai do artista que não renova e copia a si mesmo”, afirmou o pintor feirense, Vivaldo Lima, num folder de divulgação do neo fovismo, sua nova linguagem plástica.

Na mostra no Museu do Cuca, Vivaldo evidencia telas de paisagens, de pessoas comuns e personalidades feirenses. A medida que a cidade vai mudando suas telas de cenários com cores vibrantes documentam paisagens passadas, como a da feira livre ou registram mudanças atuais como a recente intervenção na avenida Getúlio Vargas.

Vivaldo pintava surrealismo, mas o desejo de renovar, de trilhar novos caminhos o conduziu a outras vertentes. “Como sou professor de história de estética e história da arte fui pesquisar sobre os estilos que vieram depois do impressionismo” afirma o artista, que ficou durante muito tempo sem pintar para retirar qualquer resíduo da influência do seu estilo anterior. Vivaldo ressalta, que após anos pesquisas desembarcou no fovismo com a “mesma ânsia de um Monet, Renoir ou Matisse no século XIX, ao valorizar a cor como elemento principal. “

Segundo Vivaldo, um crítico de arte comentou, que os pintores desta vertente pintavam como feras, ou seja, “pintavam agressivamente”. “Eles começaram a pintar para dentro de si, e utilizavam as cores vibrantes para externar os sentimentos” disse o artista salientando que em sua nova linguagem mistura um pouco de fovismo, com o impressionismo resultando no que chama neo fovismo.

Vivaldo Lima é feirense, formado em letras pela UFBA. Professor especialista em Desenho e Memória Visual, com mestrado em Desenho Cultura e Interatividade pela Uefs. Participou de apresentações individuais e coletivas, como a do primeiro Salão dos novos Artistas do Nordeste e do Salão de Arte Contemporânea do Interior, na cidade de Cachoeira.

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