O Pavilhão Flutuante, projetado pelo escritório Bruno Rossi Arquitetos, representa uma obra sem limites claros, sem começo nem fim, mimetizada na paisagem, sobre o território difuso e reflexivo das águas de uma represa no interior de São Paulo.
O deck e a cobertura cerâmica pré-existentes se tornaram pequenos para atender às atividades náuticas e de lazer na represa, sendo necessária uma proposta de ampliação. Propôs-se uma cobertura maior em telhas metálicas termoacústicas tipo telha forro, sustentadas por uma estrutura em madeira laminada colada.
Nas laterais do deck, foram propostos elementos móveis, com brises em madeira e estrutura em serralheria, a fim de se adequar à passagem ou bloqueio de luz solar e vento ao longo das horas do dia.
O Pavilhão se caracteriza por uma singela cobertura implantada sobre um deck, configurado apenas por dois planos, de piso e de teto, que por sua vez garantem o lazer e contemplação.
A arquitetura se mostra capaz de propiciar um refúgio sobre as águas. Uma busca pela ocupação de um território imaterial, diz o arquiteto Bruno Rossi.





