Canadense RWDI, que desenvolveu estudos do gigante Burj Khalifa, em Dubai, foi contratada para conduzir análises de aerodinâmica, testes em túnel de vento e soluções de amortecimento de massa ao novo arranha-céu em Balneário Camboriú, da Lotisa Empreendimentos, que tem VGV estimado de mais de R$ 2 bilhões e lançamento previsto para o primeiro semestre de 2027
A consultoria canadense RWDI, que participou dos estudos de engenharia de vento do Burj Khalifa, em Dubai, edifício de 828 metros, o mais alto do mundo, foi contratada para conduzir as análises aerodinâmicas do novo arranha-céu de Balneário Camboriú (SC). Com cerca de 400 metros de altura e mais de cem andares, o projeto da Lotisa Empreendimentos já passou por estudos e testes em túnel de vento para definir decisões de estrutura, fachada e conforto nos pavimentos mais altos.
Em edifícios super altos, o vento passa a integrar as principais variáveis de engenharia, conforme explica o corpo técnico da Lotisa. Além das cargas exercidas sobre a estrutura e a fachada, rajadas e mudanças na direção do vento podem provocar movimentos laterais e acelerações perceptíveis nos pavimentos mais altos. Além de garantir a resistência estrutural, a análise também engloba manter essas oscilações a níveis de conforto de quem ocupa o prédio.
O CEO da Lotisa, Fábio Inthurn, que acompanha de perto todo o processo, esclarece que os estudos desse gênero permitiram reproduzir, em modelos físicos, diferentes direções e condições de incidência do vento sobre a torre. “Os resultados fornecem dados para o dimensionamento da estrutura, análise das pressões sobre fachadas, esquadrias e avaliação das acelerações que poderão ocorrer ao longo do edifício”, conta.
Os ensaios fornecem também a necessidade da avaliação do chamado mass damping (amortecimento e oscilação de massa) — sistema projetado para reduzir o balanço provocado pelo vento, essencial à medida que as torres ganham altura, esbeltez e beleza. “Em um edifício dessa altura, a engenharia precisa considerar como os movimentos serão percebidos por quem estiver nos pavimentos superiores”, afirma Inthurn.
Os resultados obtidos pela RWDI guiaram as demais etapas do projeto. A concepção estrutural, mecânica, hidráulica, elétrica e elevadores está sob a responsabilidade da WSP, mais uma gigante global de engenharia com portfólio que inclui o One World Trade Center e o Central Park Tower, em Nova Iorque, e o The Shard, em Londres.
A torre, que marca a entrada da Lotisa (tradicional incorporadora dos mercados vizinhos de Itajaí e Praia Brava) na área central de Balneário Camboriú, tem Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em mais de R$ 2 bilhões. O lançamento oficial do empreendimento está previsto para o primeiro semestre de 2027.

